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Mocambicano conta que tem que apertar o cinto para poder viver em Maputo

  • Danielle Stescki

Célio Dengo, ouvinte moçambicano

Célio Dengo, ouvinte moçambicano

Maputo é a maior cidade de Moçambique e também o principal centro financeiro e mercantil do país. De acordo com o último censo realizado em 2007, tem mais de um milhão de habitantes.

Célio Dengo, de 32 anos, que trabalha como escriturário na empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, comentou: “Nós, moçambicanos, não estamos satisfeitos. O custo de vida subiu muito”.


Dengo afirma que em alguns casos a subida foi de até 100%. Ele conta que que há dois anos conseguia comprar um saco de arroz de cinco kilos por 600 meticais, o equivalente a $8,46 dólares. Hoje o mesmo saco de arroz sai por 1200 meticais, ou seja, $16,92 dólares. O óleo vegetal era vendido por 375 meticais, $5,29 dólares. Agora custa 620 meticais, isto é, $8,74 dólares.

“Não tá nada fácil.”

E para colocar as coisas em perspectiva, ele cita o valor do salário mínimo em Mocambique, o qual é dividido por sector e subsetor de actividades.

Para quem trabalha, por exemplo, no sector da indústria transformadora, o salário mensal é de 5200 meticais, o equivalente a $73,33 dólares. Já quem trabalha no sector da actividade dos serviços não financeiros recebe 5050 isto é, $71,22 dólares.

O salário mínimo para os profissionais dos serviços financeiros é de 8750 meticais, $123,39 dólares. No subsector de bancos e seguradoras é de 8400 meticais, $118,46 dólares.

No ano passado o Fundo Monetário Internacional (FMI) congelou os empréstimos a Moçambique depois de descobrir em abril que o país tinha uma dívida escondida de 1,37 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 10,7 por cento do PIB moçambicano. Após o congelamento, doadores internacionais suspenderam a ajuda ao país e a economia de Moçambique ficou volátil.

Célio Dengo espera que o governo trabalhe mais para resolver o problema, e diz que por enquanto os moçambicanos tem que apertar o cinto para não passar fome.

Confira a entrevista na íntegra.

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