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“É triste pensar o mundo académico em forma de indústria”, socióloga Catarina Gomes

  • Amâncio Miguel

Quantidade não é sinónimo de qualidade.

Quantidade não é sinónimo de qualidade.

“…mas é o que infelizmente temos”.

África precisa de investir em modelos de educação não instrumentalizados para o mercado, mas nos que promovem o hábito do pensamento critico.

A socióloga Catarina Gomes, docente na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, aborda a questão em entrevista à VOA.

A entrevista surge à margem da participação dela numa recente conferência sobre estudos africanos, que decorreu aqui em Washington DC, via Skype, para a quai foi convidada pela Associação de Estudos Africanos com sede no Gana.

Gomes, que lamenta que a educação seja tomada como indústria, diz que a produção de conhecimento em África tem cenários diferentes.

Na óptica dela existem “países como o Gana e África do Sul com níveis de investimento na produção, projecção e internacionalização do conhecimento já significativos”.

“Mas temos casos como Angola, onde o sistema de educação persiste com várias fragilidades bastante sérias, o que não facilita a produção endógena do conhecimento”, diz.

A académica adverte que “o número (de universidades) não deve ser indicador, muito menos de qualidade”.

Acompanhe a entrevista:

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