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Derrota de Dilma Rousseff não significa fim da crise, diz cientista político

  • Patrick Vaz

Apoiantes de Dilma Rousseff no momento da votação

Apoiantes de Dilma Rousseff no momento da votação

Malco Camargos questiona se o grito do povo pelo fim da corrupção será atendido caso Rousseff for impugnada.

A derrota da Presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados neste domingo, 17, não resolve de imediato os graves problemas do Brasil.

Nem mesmo traz um alívio à população que quer de uma vez por todas o fim dos actos corruptos dos políticos do país

A análise é do cientista político Malco Camargos.

“Na verdade, o conflito político vai continuar independente de qual seja o resultado do impeachment. O eventual Governo Temer não terá muita tranquilidade ou terá que enfrentar uma oposição aguerrida durante o seu mandato. Ou seja, o conflito, o acirramento da política brasileira vai continuar independente do resultado no Senado”, considerou.

Para Camargos, os próximos meses serão decisivos para se saberm qual rumo a política brasileira vai tomar para o futuro.

“Caso o impeachment for em frente, a direção que o Brasil vai tomar que é aqueles que estiveram nas ruas e que lutaram contra a corrupção serão ouvidos e serão lideranças menos envolvidas com a corrupção? E com isso o processo se estenderá necessariamente para o deputado Eduardo Cunha e talvez chegue ao vice-presidente da República Michel Temer? Por outro lado, pode haver também um retrocesso, que seria o abafamento de todo o esquema de corrupção. Não dá para antecipar qual será o caminho”, concluiu aquele cientista.

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