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EUA: Democratas acusam Republicanos de politizar uma tragédia

  • Redacção VOA

Tenente-Coronel Andrew Wood prestando testemunho durante a audiência do Congresso sobre o ataque ao consulado de Benghazi e a morte do embaixador Christopher Stevens

Tenente-Coronel Andrew Wood prestando testemunho durante a audiência do Congresso sobre o ataque ao consulado de Benghazi e a morte do embaixador Christopher Stevens

Na audiência parlamentar do ataque ao consulado americano de Benghazi a oposição tentou tirar proveito político do caso acusando a administração Obama de não ter dado atenção a segurança do pessoal no terreno

Membros da Câmara de Representantes e do Comité de Reformas do Governo levaram a cabo a primeira audiência no Congresso sobre o ataque de 11 de Setembro em Benghazi na Líbia em que morreram o embaixador e outros três americanos.

Os Republicanos estão a criticar a administração Obama por ter falhado em garantir segurança adequada ao pessoal, isso enquanto os Democratas acusam os Republicanos de tentarem politizar uma tragédia.

Nos detalhes que vão surgindo, os responsáveis do Departamento do Estado consideram de um ataque sem precedentes, aquele contra o consulado americano em Benghazi – no qual um grande grupo de homens fortemente armados assaltaram as instalações diplomáticas e incendiaram os edifícios.

Os responsáveis do Departamento do Estado afirmam que nunca acreditaram que o ataque tivesse surgido de um expontâneo protesto contra o um filme anti-muçulmano, mas sim, que foi um ataque cuidadosamente preparado e coordenado.

O Tenente Coronel Andrew Wood, chefe da equipa militar de 16 membros na Líbia e que tinha saído antes do ataque, disse ao painel de congressistas que o consulado americano de Benghazi nunca recebeu o número suficiente de homens para garantir a sua protecção.

“A segurança em Benghazi era um grande esforço e foi uma luta durante o tempo que ali estive. A situação continuava incerta e as informações que vinham de alguns líbios indicavam que ela estava a piorar. A segurança diplomatica continuou fraca. Em Abril só havia um agente de segurança diplomática ali em funções.”

O Republicano Darrell Issa, presidente do Comité do Congresso acusou a administração Obama de ignorar repetidos requerimentos de membros do staff no terreno na Líbia para mais segurança – de forma que a situação parecesse mais “normalizada.” Ele confrontou a responsável do Departamento do Estado Charlene Lamb quem rejeitou os pedidos de mais segurança. Aqui fica o extrato da troca de argumentos entre os dois...

“Senhor, tivemos o número actual de agentes de segurança em Benghazi a 11 de Setembro em função do que tinha sido concordado a nivel superior.”

“Para começar pelo que disse, você tem o número correcto, e o nosso embaixador e três outros indivíduos estão mortos e outras pessoas encontram-se em recuperação no hospital, porque foi preciso muito pouco para entrar nas instalações, algo que não soa como verdade aos ouvidos dos Americanos.”

Responsáveis da Casa Branca e do Departamento do Estado responderam as questões dizendo que estava em curso a investigação sobre o ataque.

Os Democratas membros do Comité do Congresso acusaram os Republicanos de lançarem-se em conclusões antes de conhecerem os factos, e de também agirem com base em interesses partidários.

Os mesmos responsabilizaram os Republicanos pelos cortes de financiamentos destinados a segurança das embaixadas, e pediram ao Congresso para alocar mais dinheiro com vista a proteger os americanos que pelo mundo servem o país.
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