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Anemia falciforme leva director do hospital pediátrico de Luanda ao Brasil


Anemia falciforme leva director do hospital pediátrico de Luanda ao Brasil

Anemia falciforme leva director do hospital pediátrico de Luanda ao Brasil

O director do Hospital Pediátrico de Luanda, Luís Bernardino, está no Brasil conhecendo as experiências locais no atendimento ao paciente portador de anemia falciforme, problema de saúde hereditário mais comum entre africanos e afro-descendentes em várias partes do mundo.

Anemia falciforme leva director do hospital pediátrico de Luanda ao Brasil

O director do Hospital Pediátrico de Luanda, Luís Bernardino, está no Brasil conhecendo as experiências locais no atendimento ao paciente portador de anemia falciforme, problema de saúde hereditário mais comum entre africanos e afro-descendentes em várias partes do mundo.

O pediatra, juntamente com o chefe do sector de informática do Hospital, Monteiro Bila, visita três estados brasileiros numa missão, iniciada em 27 de Março, patrocinada pelo Programa de Doença Falciforme do Ministério da Saúde brasileiro.

É grande a preocupação com a doença que apresenta sintomas já nos primeiros meses de vida. A anemia falciforme mata em média 200 mil crianças por ano na África. Segundo Luís Bernardino, em Angola, 8000 menores são atingidos anualmente pela anemia.

Em busca de formas de minimizar o impacto da doença, o médico angolano já conheceu o trabalho brasileiro para o controle da doença nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e ainda vai visitar o estado da Bahia. Luis Bernardino explica que a lição mais importante a ser levada do Brasil.

“O segredo, em grande parte, está no diagnóstico precoce. Para além disso, é preciso garantir a assistência com estrutura sanitária capaz de acompanhar as crianças. Em Luanda, só temos uma consulta dedica à doença centralizada no hospital pediátrico. É preciso reproduzir essa estrutura em todo o território nacional,” afirma.

O pediatra sabe, no entanto, que conhecer a receita de sucesso do Brasil não significa solução para o problema em Angola. A adaptação do que é feito pelos brasileiros para controlar a anemia não vai ser fácil no país africano.

“O Brasil dispõe de muito mais recursos de quadro de pessoal e de tecnologia. Nós, por vários factores, vamos ter muitas dificuldades, mas este é o caminho, a meta é a atingir a forma como Brasil lida com a doença.

Para vencer as dificuldades em torno do enfrentamento da anemia falciforme entre os angolanos, o médico deixa claro que aposta no apoio do Brasil, para além da troca de conhecimento. Segundo Luís Bernardino, a visita que ele faz agora patrocinada pelo governo brasileiro é só a primeira etapa de uma ajuda necessária a ser negociada. “Depois essa cooperação vai permitir a vinda de pediatras, enfermeiro, técnicos de laboratórios e ortopedista ao Brasil ainda este ano. Já em Novembro ou Dezembro, teremos um seminário em Luanda com representantes brasileiros para discutir acções de cooperação futuras”.

Luis Bernardino e Monteiro Bila seguiram para a Bahia, estado com maior população afro-descendente no Brasil, para entenderem também como os baianos enfrentam a doença falciforme.

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