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Lisboa e Maputo encerram dossier Cahora Bassa


Imagem noturna de Maputo, capital de Moçambique

Imagem noturna de Maputo, capital de Moçambique

O presidente moçambicano e o primeiro-ministro português assinaram pessoalmente o protocolo da cedência das acções remanescentes.

Moçambique e Portugal fecharam em Maputo o dossier Cahora Bassa, o empreendimento hidroeléctrico construído na década de 70 por Portugal em Moçambique.

O presidente moçambicano Armando Guebuza e o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, assinaram pessoalmente o protocolo da cedência das acções remanescentes do estado luso para o estado moçambicano.

São 15% que tinham ficado depois da primeira alienação ocorrida em 2005.
O presidente Armando Guebuza considera que o encerramento do caso Cahora Bassa é um orgulho que aproxima cada vez mais os dois países.

Armando Guebuza afirmou que “o protocolo que acabamos de assinar, e que encerra em definitivo o dossier Cahora Bassa, se reveste de grande importância política e económica, pois reforça a nossa gestão soberana sobre este estratégico empreendimento e oferece uma multiplicidade de oportunidades para o desenvolvimento nacional e regional e para o reforço das relações entre Moçambique e Portugal”.

Para o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, o protocolo rubricado coloca o ponto final numa matéria de grande interesse para Moçambique, e que já não fica nada do passado que possa dificultar o relacionamento entre os dois países.

Segundo Pedro Passos Coelho, “foi possível, após a cimeira bilateral, chegar a um entendimento que é a todos os títulos importante, porque nós somos duas nações amigas que temos crescido em conjunto e não gostamos de olhar para o futuro, pensando sempre que trazemos alguma coisa do passado para resolver.Era importante que tivéssemos uma oportunidade para que de forma satisfatória encerrássemos este assunto. E é o que aconteceu hoje”.

Mas os dois dirigentes não revelaram os montantes envolvidos no negócio sabendo se apenas que agora Moçambique recebe os 7,5% dos 15% que tinham ficado em 2005 e que até 2014 o país vai passar a controlar 100 por cento da barragem de Cahora Bassa.

Duas empresas são mencionadas no processo: Companhia Eléctrica do Zambeze, do lado e Moçambique, e a Rede Eléctrica Nacional, de Portugal.

A assinatura do memorando marcou o ponto mais alto da visita de trabalho de dois dias do chefe do governo português a Moçambique.

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