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Síria: Reunião de Túnis propõe envio de força de intervenção árabe


Além do envio de força de interposição árabe a reunião de Túnis analisou a proposta terá debatida as possibilidades de "imunidade judicial" ao presidente Bashar al-Assad

Além do envio de força de interposição árabe a reunião de Túnis analisou a proposta terá debatida as possibilidades de "imunidade judicial" ao presidente Bashar al-Assad

Trata-se da mais recente proposta de solução da crise anunciada pelo presidente da Tunísia Moncef Marzouki

O presidente da Tunísia, Moncef Marzouki apelou hoje a criação de uma “força de paz árabe” para a manutenção da paz e segurança na Síria.

A proposta visa acompanhar os esforços diplomáticos no dia em que mais de 70 países e o chamado grupo “Amigos da Síria” reuniram-se em Túnis na busca de solução a crise político-militar que opõe o regime do presidente Bashar al-Assad e a oposição.

A proposta do presidente tunisino de criação de uma “força árabe” de interposição na Síria é a mais recente no quadro de uma série de esforços internacionais. A reunião de hoje na capital tunisina, acabou por ser mais um palco de apresentação de propostas do que de acção.

Boicotado pela Rússia e pela China esse encontro tem lugar numa altura em que o regime do presidente Assad dá mostras de pretender tirar vantagens no terreno através de bombardeamentos sucessivos das posições da força da oposição na região de Homs no centro do país.

O apelo de Marzouki a criação de uma força de interposição além de acompanhar os esforços diplomáticos para preservar a paz e a segurança visa convencer o presidente Bashar al-Assad a abandonar o poder. O presidente Marzouki pediu que seja acordada “imunidade judicial” ao presidente sírio e sua família, e evocou a possibilidade de um eventual exílio dos mesmos na Rússia. Esse privilégio será alargado igualmente a membros do regime sírio, adiantou o presidente Moncef Marzouki.

O director executivo do Conselho Nacional Sírio – oposição - Haithem al-Maleh declarou-se confiante que a reunião de hoje na Tunísia possa ajudar para o avanço da revolução no seu país. O mesmo órgão anunciou para daqui a 3 semanas, a realização em Istambul na Turquia de uma nova reunião do grupo “Amigos da Síria.”

O anúncio feito em Túnis através de um comunicado.

Enquanto isso e no teatro das operações militares, as forças governamentais continuaram hoje o bombardeamento do bairro de Baba Amr na cidade de Homs. Activistas sírios dos direitos humanos reportaram a morte hoje de pelo menos 4 pessoas em resultado dos bombardeamentos da artilharia governamental. Há indicações de falta de água, comida e meios médicos em Homs.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha diz-se por sua vez optimista ao anunciar que espera obter para breve uma “resposta positiva” principalmente das autoridades governamentais de Damasco a fim de poder proceder a evacuação de jornalistas estrangeiros mortos e feridos naquela cidade, assim como socorrer a população local. A região de Homs tem sido palco de um intenso bombardeamento da artilharia governamental que que dura há 21 dias.

Entretanto as Nações Unidas nomearam o seu antigo secretário-geral, Kofi Annan como “emissário conjunto da ONU e da Liga Árabe para a crise na Síria.” Annan será assistido por um adjunto a ser nomeado pelos países árabes, detalha um comunicado conjunto de Ban Ki-moon e de Nabil al-Arabi, respectivamente secretário-geral da ONU e da Liga Árabe.

A missão de Annan será de contactar as partes em conflito com vista a por termo as violências e violações dos direitos humanos e promover uma solução pacífica a crise.

Kofi Annan deverá proceder consultas diplomáticas tanto na Síria como fora do país com todos os actores do conflito.

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