A Rússia enviou dois bombardeiros de longo alcance com capacidade nuclear para patrulhar o oeste da Bielorrússia, seu aliado e vizinho da Ucrânia ao norte, quando as primeiras tropas dos EUA chegaram à Polónia.
Os bombardeiros Tu-22M3 foram acompanhados por caças Su-30SM das forças aéreas russa e bielorrussa e realizaram exercícios por quatro horas.
A Bielorrússia se aproximou cada vez mais da Rússia desde que o Ocidente impôs sanções ao país, após as eleições de 2020, que foram amplamente vistas como fraudulentas, e a subsequente repressão a manifestantes pacíficos.
Veja Também Primeiro grupo de tropas dos EUA chega à Polônia para reforçar aliados da NATONo sábado, o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, elogiou a aliança de segurança liderada pela Rússia, dizendo que mostrou a sua capacidade de se mobilizar rapidamente quando enviou tropas ao Cazaquistão, no mês passado, para conter os protestos contra os preços dos combustíveis, que se tornaram violentos.
"Enquanto eles [A NATO] ainda estão se preparam para enviar alguns militares para cá, já estaremos no Canal da Mancha, e eles sabem disso", disse Lukashenk referindo-se aos aliados ocidentais, em entrevista à TV estatal russa.
Lukashenko, no entanto, minimizou a ameaça de guerra na Ucrânia, dizendo que "não há ninguém lá para lutar contra nós".
Na próxima semana, dois proeminentes líderes europeus visitam as capitais da Rússia e da Ucrânia para conversar com os seus pares sobre medidas diplomáticas para aliviar as crescentes tensões em torno da potencial invasão da Ucrânia por Moscovo.
Veja Também Macron e Scholz procuram fim diplomático das tensões na UcrâniaO presidente francês, Emmanuel Macron, deve chegar a Moscovo na segunda-feira e Kiev na terça-feira. Na semana seguinte, o chancelar alemão Olaf Scholz deve visitar Kiev a 14 de Fevereiro e Moscovo, no dia seguinte.
Macron conversou, no sábado, com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e com o chefe da NATO Jens Stoltenberg.
Em conversas separadas, cada um concordou com Macron sobre a necessidade de "continuar a trabalhar para encontrar, por meio do diálogo, um caminho para a desescalada" e que a NATO deve permanecer "unida diante da agressão russa".