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"Zonas cinzentas" na investigação de morte de jornalista angolana e seu acompanhante

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Ambrósio de Lemos, comandante-geral da PN

Analistas dizem haver muito por explicar no assassinato de Beatriz Fernandes e do cidadão que a acompanhava

A investigação do assassinato da apresentadora da Televisão Pública de Angola, Beatriz António Fernandes, e do cidadão Muxito Jomance pela Polícia Nacional (PN) tem muita zonas cinzentas, consideram analistas ouvidos pela VOA.

O advogado Pedro Capracata não afasta a possibilidade de esta última acção poder envolver o que chamou de “motivos domésticos”, mas considera que o facto de a PN ter omitido a existência de um segundo corpo, na mesma viatura, levanta muitos questionamentos.

O jurista diz conhecer o “modus operandi” dos criminosos em Luanda, colocando novamente em dúvida as circunstâncias em que as crianças da vítima terão escapado aos atacantes.

Capracata afirma que a forma como o corpo da segunda vítima foi trasladado da capital do país para a província de Malanje, deixa igualmente muitas interrogações.

Por seu turno, o secretário-geral da Liga Internacional de Defesa dos Direitos Humanos e Ambiente, Castro Freedom, considera que pode não ter havido razões passionais, mas havia alguma relação entre a vítima e o assassino, o que terá estado na origem das informações desencontradas em relação ao incidente entre a polícia e a família da jornalista da TPA.

Entretanto, o Comando Provincial de Luanda da PN anunciou, Este domingono domingo a prisão de mais dois cidadãos, aumentando para seus o número de suspeitos detidos, entre eles quatro estrangeiros.

O Serviço de Investigação Criminal referiu que os acusados, cuja identidade não foi revelada, estão detidos provisoriamente na cadeia de Viana.

Enquanto isso,o director do gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da delegação de Luanda do Ministério do Interior, Mateus de Lemos Rodrigues, assegura que o número de crimes reportados diariamente, na capital angolana, não têm impacto na segurança pública.

Dados da corporação referem que Luanda regista uma média de 10 crimes por dia, na sua maioria consubstanciados em roubos, furtos e ofensas corporais.

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