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Zika em Angola - estirpe preocupa Ministério da Saúde


Estirpe asiática mais perigosa poderá estar a ocorrer provocando casos de microcefalila

A agência de notícias Reuters disse hoje que poderá estar a registar-se em Angola, o início de uma epidemia do zika da estirpe asiática da doença que causa microcefalia.

Segundo a Reuters, entre Fevereiro de 2017 e Maio de 2018 nasceram em Angola 72 bebés com microcefalia suspeitando-se que sejam vítimas de zika.

A Reuters disse que um relatório da organização Mundial de Saúde concluiu em Abril que dois casos confirmado em 2017 estavam relacionados com uma estirpe perigosa de zika e que os casos de microcefalia identificados desde então são forte evidência de microcefalia ligado ao zika.

A estirpe africana do zika não tem até agora estado ligada à microcefalia e é essa a razão da preocupação sobre o que está a acontecer em Angola.

Um grupo de investigação de Portugal, citado pela agência, diz que este é o primeiro caso em África da estirpe asiática do zika.

Foi esta estirpe que causou mais de 3.700 casos no Brasil desde 2015.

O Ministério da Saúde angolano disse à Reuters terem-se registado 41 casos de zika e 56 casos de microcefalia desde 2017, quando começou a angariar dados. Estes números são diferentes daqueles da Organização Mundial de Saúde.

O ministério disse que provavelmente nem todos os casos de microcefalia podem ser atribuídos ao zika.

As únicas epidemias da estirpe asiática registaram-se em Cabo verde, Angola e Brasil, todos países de língua portuguesa, e investigadores estão a tentar descobrir se ligações de viagem entre o brasil e as nações africanas lusófonas possam ter contribuído para isso.

Em Angola tem sido muito difícil ligar directamente os casos de microcefalia ao zika devido a limitações aos testes.

Há apenas um laboratório a fazer testes do zika.

Gráfico Zika e Microcefalia em Angola 2018
Gráfico Zika e Microcefalia em Angola 2018

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