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Venezuela: Oposição cria governo sombra


Leopoldo Lopez

Leopoldo Lopez, líder da oposição venezuelana, está a formar um governo sombra, no seu refúgio, na Embaixada da Espanha, em Caracas, apesar de um acordo que o proibia de se envolver em actividades políticas quando aquela missão lhe concedeu asilo,

Lopez procurou, há cinco meses, a protecção da missão diplomática da Espanha depois de liderar um golpe fracassado contra o contestado presidente Nicolas Maduro, em abril.

Ele recebeu apoio do presidente do Parlamento, Juan Guaido, reconhecido como chefe de estado de transição pelos Estados Unidos e 50 países.

Guaido diz que nomeou Lopez para formar um "centro de governo", ou governo sombra, para se preparar para uma eventual conquista do poder pela oposição, à medida que as sanções dos EUA destroem o que resta de Maduro.

"As condições sob as quais a proteção foi concedida não mudaram, nem são afectadas pela decisão do presidente Juan Guaido de nomear Lopez coordenador-geral para a criação de um centro de governo", disse o ministério das Relações Exteriores da Espanha à VOA em comunicado.

A Embaixada da Espanha não permite que Lopez dê entrevistas.

Ele também não tem permissão para realizar reuniões políticas. Mas está em contacto diário com o seu pai, Leopoldo Lopez Gil, cidadão espanhol e membro do Parlamento Europeu.

Falando à VOA por telefone, a partir de Bruxelas, Lopez Gil disse que o seu filho está ocupado online com outros membros do "governo sombra" nomeado por Guaido.

Entretanto, no que membros da oposição dizem que pode ser um golpe fatal para o governo de Maduro, a companhia nacional de petróleo da China anunciou, esta semana, a suspensão da produção de petróleo na Venezuela devido a crescentes complicações logísticas e ao reforço das sanções dos Estados Unidos.

China e Rússia têm sido os maiores clientes de Maduro.

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