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UNITA reforça fiscalização do registo eleitoral em Benguela

  • João Marcos

Alberto Ngalanela adverte para fraude

Ministro do Interior, Ângelo Tavares, diz que maior parte de desacatos é da responsabilidade dos dirigentes

A UNITA diz estar imune às dificuldades financeiras que afastaram do processo de registo eleitoral inúmeros fiscais da oposição.

Osecretariado do principal partido da oposição na província angolana de Benguela considera que a presença de agentes fiscalizadores ajuda a descortinar irregularidades, mesmo após o parecer do Tribunal Constitucional face às queixas apresentadas.

Confirmado que está o aumento do orçamento para a Comissão Nacional Eleitoral, vários observadores defendem verbas para a fiscalização do registo.

A notícia do afastamento de fiscais da oposição adensou a apreciação de quem acompanha a política nacional.

Entretanto, o deputado Alberto Ngalanela, secretário provincial, continua a falar em irregularidades, algumas similares às que não foram levadas em consideração pelo Tribunal Constitucional.

“Estamos bem servidos, com homens em todos os postos de registo. Mesmo em áreas de difícil acesso, notamos a voluntariedade. As dificuldades, que não são financeiras, têm que ver com os acessos e a intolerância política’’, salienta o deputado, que admite ter de forçar deslocações de fiscais devido a actos de intolerância.

Estas declarações foram proferidas justamente no dia em que o ministro do Interior, Ângelo Tavares, falou do fenómeno de intolerância política na perspectiva da aproximação do pleito eleitoral.

“A maior parte de desacatos, se quisermos ser rigorosos, é da responsabilidade dos dirigentes, que não têm sabido usar linguagem. Pedimos, portanto, que haja contenção e respeito pela diferença’’, refere o ministro, apoiado no teor de um discurso proferido pelo PR.

O apelo do governante acontece face à aproximação da agitação eleitoral.

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