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Único mlitar do "grupo dos 17" aguarda julgamento

  • Manuel José

Osvaldo Caholo diz que o processo para ele não acabou e não acredita no processo eleitoral

O único militar envolvido no denominado Grupo dos 17 condenado por tentativa de golpe de estado, Osvaldo Caholo, disse que aguarda ainda pelo seu julgamento militar.

"Ainda continuo à espera do julgamento militar”, disse Caholo em entrevista à VOA.

“Angola não pode esquecer que para mim ainda não acabou, para os meus companheiros terminou, mas para mim não e não vejo sinais para a conclusão deste processo”, acrescentou afirmando ainda que continua sob apertada vigilância das forças de segurança estatais.

“Em todo local onde vou há sempre um carro a seguir-me, um Elantra branco sem matrícula onde quer que eu vá lá estão eles, sinto-os todos os dias”, denunciou.

O militar afirmou que o seu envolvimento na política é uma tradição militar familiar.

"Toda a minha família sempre esteve envolvida no processo de transformação de Angola e comigo não é diferente, é a doença de fazer o bem e morrer por Angola e isso veio até à minha geração", acrescentou.

Sobre as eleições, o antigo professor da universidade técnica de Angola, Osvalod Caholo afirmou não acreditar no processo e que só um ingénuo pensa o contrário.

Ele manifesta também cepticismo quanto à oposição.

"Angola não é um país do pai banana como alguém cantou”, disse.

“Nós somos as bananas e há um macaco que come todas as bananas, uns fingem ser partido democrático realizando eleições e outros fingem ser oposição a participar, mas o único que não é a fingir e é real é o sofrimento do povo", concluiu o militar que integrou o conhecido dos 17 activistas condenados por tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores, mas posteriormente amnistiados.
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