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União Europeia, Alemanha e Rússia criticam sanções americanas contra gasoduto Nord Stream 2


Empreendimento vai transportar gás da Rússia para a Europa Ocidental,

A União Europeia (UE), a Alemanha e Rússia criticaram as sanções dos Estados Unidos contra empresas envolvidas na construção do gasoduto Nord Stream 2, que pretende transportar gás da Rússia para os países da Europa Ocidental, uma imensa rede de dutos submarinos que vem sendo instalada no fundo do Mar Báltico.

Na sexta-feira, 20, o Presidente Donald Trump ratificou a lei das sanções que tinha sido aprovada pela Câmara dos Representantes, controlada pelos democratas, e pelo Senado, em que os republicanos têm a maioria.

"Por princípio, a União Europeia opõe-se à imposição de sanções contra empresas europeias envolvidas em actividades legais", disse neste sábado, 21, um porta-voz da UE citado pela imprensa europeia sem revelar o nome.

Em Berlim, Ulrike Demmer, porta-voz da chanceler Angela Merkel, alertou que as sanções "afectam as empresas alemãs e europeias e constituem uma interferência nos nossos assuntos internos".

Em comunicado, Demer acrescentou que “o Governo rejeita as sanções extraterritoriais".

Na Rússia, a porta-voz do Executivo russo, Maria Zakharova, declarou que “um Estado com uma dívida pública de 22 trilhões de dólares proíbe países solventes de desenvolver sua economia real", e ironizou: "Em breve (Washington) pedirá que deixemos de respirar”.

As sanções

As sanções americanas incluem o congelamento de activos das empresas e a revogação de vistos dos Estados Unidos para empresários ligados ao empreendimento.

A medida põe em causa o futuro do investimento gigantesco de quase 11 mil milhões de dólares, praticamente concluído, e que tinha a entrada em operação programada para o início de 2020.

Como primeira consequência, a empresa suíça Allseas, que possui o maior navio do mundo para a instalação de empreendimentos do tipo e foi contratada pelo grupo russo Gazprom para construir a unidade extraterritorial do gasoduto, anunciou em comunicado a suspensão dos trabalhos.

A empresa afirma que aguarda "esclarecimentos regulatórios, técnicos e ambientais por parte das autoridades americanas competentes".

O gasoduto submarino vai duplicar o fornecimento de gás natural russo para Europa, através da Alemanha.

Os Estados Unidos justificam a medida com o facto de que o gasoduto aumentará a dependência do gás russo por parte dos europeus e, desta forma, fortalecerá a influência de Moscovo no continente.

Washington argumenta ainda que o Nord Stream 2 enfraquecerá nações aliadas no leste da Europa, que dependem das taxas de trânsito sobre gás russo que passa por gasodutos instalados nos seus territórios.

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