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Turquia diz que a China deve encerrar os campos de detenção de Uigures


Manifestação em apoio aos Uigures. Foto de arquivo.

A Turquia diz que a China deve encerrar as instalações que chama de "campos de concentração", que abrigam um milhão de uigures, declarando-os "uma grande vergonha para a humanidade".

No sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Hami Aksoy, emitiu um comunicado no qual lê-se que "não é mais segredo que mais de um milhão de turcos uigures, que incorrem em prisões arbitrárias, estão sujeitos à tortura e lavagem cerebral política em campos de concentração e prisões".

A declaração turca surge após a notícia da suposta morte do poeta e músico uigure Abdurehim Heyit, que foi mantido num dos campos na província chinesa de Xinjiang.

A agência de notícias Associated Press reporta que não há confirmação independente sobre a morte de Heyit.

Pressão internacional

Na semana passada, 16 influentes organizações de direitos humanos pediram uma investigação internacional sobre o encarceramento em massa da China dos uigures e outros muçulmanos turcos na província de Xinjiang.

As organizações pediram ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que adoptasse uma resolução estabelecendo uma missão internacional de busca de factos em Xinjiang.

Kumi Naidoo, secretário-geral da Amnistia Internacional, chamou Xinjiang de prisão ao ar livre. Ele disse que é um local de vigilância de alta tecnologia, doutrinação política, assimilação cultural forçada, prisões arbitrárias e desaparecimentos.

"O número de pessoas detidas é tão elevado que o governo teve que abrir orfanatos para receber os filhos de famílias cujos pais estão na reeducação", disse Naidoo. "No entanto, a China continua a ofuscar e a negar acesso de observadores independentes, apesar dos repetidos pedidos das Nações Unidas e de outros países."

Naidoo disse que a China deve ser responsabilizada pelas acções repressivas e que os estados membros devem pressionar a ONU para investigar a situação.

Kenneth Roth, director executivo da Human Rights Watch, disse que concorda. Dada a escala das atrocidades cometidas pela China, Roth disse que o silêncio global é profundamente lamentável.

"As pessoas em todo o mundo ficaram indignadas quando Trump baniu as viagens de muçulmanos", disse Roth, "mas quando a China força um milhão de muçulmanos a renunciar ao islamismo sob pena de detenção sem fim” a resposta é em larga medida uma manifestação de desinteresse.

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