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Tunísia: Exército procura conter intensificação de protestos violentos


Protestos na Tunísia, 10 de Jeneiro, 2018.

Em três dias, mais de 500 manifestantes foram detidos.

Mais de 300 manifestantes foram presos durante a noite de terça-feira e o Exército foi enviado a diversas cidades na Tunísia para conter protestos violentos contra preços altos, novos impostos e o desemprego que assolam o país.

A Reuters reporta que em Thala, próximo à fronteira com a Argélia, tropas foram enviadas após manifestantes incendiarem um edifício da segurança nacional, forçando a polícia a recuar da cidade.

Violentas manifestações contra o governo têm acontecido noutras cidades no país do norte da África desde segunda-feira, entre elas a turística Sousse.

Na ilha de Djerba, manifestantes atacaram uma escola judaica com bombas caseiras.

Todos os manifestantes são contra as medidas de austeridade impostas pelo governo alegadamente para reduzir um crescente déficit e satisfazer credores internacionais.

Em três dias, mais de 500 manifestantes foram detidos.

O primeiro-ministro da Tunísia, Youssef Chahed, acusou, na quarta-feira, a oposição de impulsionar dissidência ao convocar mais protestos.

A Tunísia é vista como a única história de sucesso democrático entre os países da “Primavera Árabe”, mas continua com um elevado nível de desemprego entre os jovens.

Desde o derrube do autoritário Zine El-Abidine Ben Ali, o país teve nove governos, mas nenhum deles foi capaz de lidar com os crescentes problemas económicos.

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