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Trump insurge-se contra o FBI e deixa no ar demissão do procurador Mueller


Presidente Donald Trump critica busca em escritório do seu advogado

Presidente considera busca no escritório do seu advogado "um ataque ao nosso país"

No dia em que o Presidente americano Donald Trump reunia-se com dirigentes militares e membros do Conselho Nacional de Segurança para discutir possíveis acções militares contra a Síria, a cena política americana foi abalada pela notícia de que agentes da policia federal, o FBI, efectuaram uma busca aos escritórios do seu advogado pessoal, Michael Cohen.

FBI investiga advotgado de Donald Trump - 5:30
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A busca tem ramificações políticas e jurídicas.

Para analistas políticos americanos, a busca efectuada por agentes do FBI é um sinal claro de que o advogado pessoal do Presidente faz face a uma investigação criminal muito séria.

Michael Cohen, advogado pessoal de Trump
Michael Cohen, advogado pessoal de Trump

Na realidade, devido ao conceito jurídico de confidencialidade de conversas e comunicações entre advogados e os seus clientes, qualquer mandato de busca tem de ser submetido a um juiz ser aprovado pelo Departamento de Justiça.

Alguns analistas jurídicos dizem que uma busca deste género é uma raridade senão mesmo inexistente e afirmam que o advogado de Trump deveria de imediato iniciar uma acção em tribunal para ter um juiz a controlar aquilo que foi levado pelos agentes.

Talvez por isso o Presidente Trump criticou asperamente a “rugas” quando falou a jornalistas na segunda-feira, 9.

“Isto é uma vergonha. Francamente isto é uma verdadeira vergonha. É no verdadeiro sentido da palavra um ataque ao nosso país. É um ataque a tudo aquilo que nós defendemos. Quando eu ouvi isto e, tal como vocês, eu disse que isto atingiu um novo nível de injustiça”, afirmou Trump.

Entretanto, a busca do FBI levada a cabo como parte da investigação do procurador especial Robert Mueller ao alegado conluio entre a campanha de Trump e a Rússia durante as eleições de 2016.

Muller apontado

Tudo indica que nas suas investigações, Mueller deparou com alguma informação não relacionada com esta questão e passou a informação ao procurador do Estado de Nova Iorque que, depois, pediu autorização para a busca.

A imprensa americana indica que os procuradores estão a investigar um caso de fraude bancária e violações das leis sobre financiamento de campanhas.

Robert Mueller, avisado
Robert Mueller, avisado

As mesmas fontes indicam que, alegadamente, Cohen terá usado uma linha de crédito, com base no valor da sua propriedade, para pagar 130 mil dólares à actriz pornográfica Stormy Daniels, como forma de garantir o seu silêncio sobre uma relação sexual que terá mantido com Trump antes das eleições de 2016.

Caso Cohen tenha mentido a um banco sobre as razões porque necessitava do empréstimo, ao abrigo da lei financeira americana, pode ser configurado de crime que dá pena de prisão.

Campanha de Trump

Entretanto, como neste caso esse pagamento pode ser visto como uma contribuição financeira à campanha de Trump, constituirá outra violação aos limites de doação a campanhas eleitorais.

O Presidente nega ter feito qualquer pagamento a Stormy Daniels.

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Embora mentir em público não seja crime, o pressuposto desta investigação é que alguém reembolsou o advogado e as autoridades querem saber quem foi.

Caso tenha sido alguém ligado à campanha de Trump tal facto poderá configurar uma violação das leis de financiamento e gastos de campanha eleitoral.

Para além disso, dizem analistas, como advogado de Trump desde há muitos anos, Cohen sabe muito sobre o que se passou na campanha e como tal poderá tornar-se numa testemunha nas investigações de Robert Mueller caso optar por colaborar.

Para o Presidente Trump, não há duvidas que Mueller está por trás desta investigação.

“É uma situação vergonhosa. É uma caça às bruxas como tenho vindo a dizer há algum tempo. Quisemos manter isto a um nível baixo. Entregamos, creio eu, mais de um milhão de páginas de documentos ao procurador especial. Eles continuam no entanto a investigar mas isto é ridículo. Isto está a tornar-se agora ridículo. Não encontraram nenhum conluio com a Rússia. Não houve conluio com a Rússia. Nenhum conluio”, repetiu Trump.

No passado, o Presidente manifestou a intenção de demitir o procurador especial Robert Mueller, mas os seus assessores têm dito que tal eventualidade poderá provocar uma “tempestade política” no congresso deconsequências imprevisíveis para o seu mandato.

“Bem, eu penso que é uma vergonha o que se está a passar. Vamos ver o que que vai acontecer. Muitas pessoas já me disseram que eu devia demitir Mueller. Portanto vamos ver o que vai acontecer”, concluiu o Presidente.

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