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Trump e Abe divergem-se sobre Coreia do Norte, mas procuram acordo comercial


Presidente americano admite que chefe do Governo japonês seja medidar entre Washington e Irão

O Presidente americano Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, expressaram opiniões divergentes sobre os recentes testes de mísseis por parte da Coreia do Norte nesta segunda-feira, 27, em Tóquio

Trump e Abe abordaram ainda a possibilidade de o primeiro-ministro japonês servir de mediador entre Washington e Teerão.

Numa conferência de imprensa conjunta após a reunião na capital americana, Trump disse não estar preocupado com os testes feitos por Pyongyang, por haver um grande respeito entre Washington e Pyongyang, Shinzo Abe afirmou que os testes violaram a resolução do Conselho de Segurança e enfatizou estar interessado em resolver a questão dos de cidadãos japoneses pela Coreia do Norte.

No encontro, Trump, pressionou o primeiro-ministro japonês para ajustar os desequilíbrios comerciais com Washington e disse estar contente em relação a como as coisas estão a andar com a Coreia do Norte, mas não tem pressa para alcançar um acordo de paz.

O Presidente afirmou que o seu objectivo é remover as barreiras comerciais para colocar as exportações dos americanas no mesmo patamar no Japão.

“Nós temos um desequilíbrio incrivelmente grande, como vocês sabem, há um desequilíbrio comercial com o Japão por muitos e muitos anos, com o Japão tendo uma grande vantagem”, reiterou Trump.

Shinzo Abe, por sua vez, disse que os dois líderes concordaram em acelerar as negociações, mas não comentou sobre um cronograma.

EUA vs Irão

O vice-secretário-geral do Governo nipónico, Yasutoshi Nishimura, disse a jornalistas que não há um acordo para chegar a um pacto comercial até Agosto.

Entretanto, numa resposta a uma pergunta feita pela VOA, Donald Trump disse que veria com bons olhos uma mediação feita pelo primeiro-ministro japonês entre os Estados Unidos e o Irão.

"Bem, eu sei que o primeiro ministro e o Japão têm um relacionamento muito bom com o Irão, então vamos ver o que acontece. O primeiro-ministro já falou comigo sobre isso e eu acredito que o Irão gostaria de conversar e se eles querem conversar, nós estamos dispostos a conversar, então vamos ver o que acontece", disse.

As tensões entre os Estados Unidos e o Irão aumentaram nas últimas semanas depois de Trump ter retirado as excepções que permitiam a alguns dos maiores compradores de petróleo do Irão de continuarem a negociar com Teerão, sem incorrer em sanções de Washington.

A situação piorou ainda mais com o aumento da presença militar americano no Golfo em resposta ao que ele Washington disse serem ameaças contra os seus interesses.

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