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Síria: Ban Ki-moon condena o governo e os rebeldes por não escolherem o diálogo

Secretário-geral da ONU criticou também o Conselho de Segurança por não chegar a consenso sobre a questão.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o governo da Síria e os grupos rebeldes daquele país por escolherem a violência em vez do diálogo.
Ban Ki-moon falava na abertura da sessão de 3 semanas do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.
Ban Ki-moon disse aos delegados que estava preocupado com os bombardeamentos de civis pelas forças governamentais sírias. Expressou também a sua preocupação pelo aumento das tensões sectárias, pela deterioração da situação humanitária e pela falta de vontade de ambas as partes de procurarem uma solução pacífica para a crise.
No seu discurso, o secretário-geral da ONU louvou o Conselho dos Direitos Humanos e a Assembleia Geral pela sua actuação em resposta à crise na Síria mas criticou o Conselho de Segurança por permanecer dividido em relação ao assunto.
“ Tudo isso complica os nossos esforços para facilitar a transição e promover a paz que o povo sírio merece. Devemos fazer com que sejam julgados os crimes contra a humanidade e de outras violações dos direitos humanos cometidos por qualquer dos lados”, disse ele.
Ban Ki-moon pediu a todos os países e aos sírios para que se unam aos esforços diplomáticos do novo enviado das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi.
O novo enviado encontra-se no Cairo para conversações com o presidente egípcio Mohamed Morsi e com responsáveis da Liga Árabe antes de se deslocar a Damasco. Um porta-voz afirmou que a data da sua deslocação seria anunciada assim que fossem acertados os últimos pormenores.
Brahimi afirmou entretanto que considerava a sua missão muito difícil mas acrescentou que não tinha o direito de recusar assistência ao povo sírio.
O enviado anterior, Kofi Annan, demitiu-se do cargo no final de Agosto depois de criticar asperamente as potências mundiais por não porem termo à violência. De acordo com as Nações Unidas já morreram mais de 20 mil pessoas desde Março de 2011 na Síria em consequência do conflito.
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