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Sudão: Manifestação contra o regime militar nas proximidades do palácio presidencial


Manifestante em Cartum, 25 de Dezembro, 2021

Os serviços de Internet foram interrompidos na capital e as estradas bloqueadas

Manifestantes que se opõem ao regime militar do Sudão estiveram, neste sábado, 25, nas proximidades do palácio presidencial, na capital Cartum, pela segunda vez em uma semana.

A aproximação foi exibida na televisão, apesar de gás lacrimogéneo e do apagão das comunicações.

Uma testemunha da Reuters disse que as forças de segurança sudanesas dispararam gás lacrimogéneo para dispersar a multidão no décimo dia de grandes manifestações desde o golpe de 25 de Outubro.

Os protestos continuaram mesmo depois de Abdallah Hamdok ter sido reintegrado como primeiro-ministro, no mês passado.

Abdalla Hamdok
Abdalla Hamdok

Uma semana atrás, uma multidão conseguiu iniciar uma manifestação nos portões do palácio, mas no sábado eles enfrentaram fileiras de forças de segurança.

Neste sábado, os serviços de Internet foram interrompidos na capital, Cartum, e os residentes não puderam fazer ou receber ligações domésticas, disseram as testemunhas.

Soldados e Forças de Apoio Rápido bloquearam estradas que levam a pontes que ligam Cartum a Omdurman, cidade que fica no rio Nilo.

Caos

As pessoas ainda conseguiram publicar imagens nas redes sociais mostrando protestos ocorrendo em várias outras cidades, incluindo Madani e Atbara.

Na vizinha Omdurman, as forças de segurança também dispararam gás lacrimogéneo contra manifestantes a cerca de dois quilômetros de uma ponte que liga a cidade ao centro de Cartum, disse outra testemunha da Reuters.

A agência de notícias estatal SUNA informou que a província de Cartum fechou pontes na noite de sexta-feira em antecipação aos protestos.

Cartum, 6 de Dezembro, 2021
Cartum, 6 de Dezembro, 2021

“Abandonar a paz, aproximar-se e atacar locais soberanos e estratégicos, no centro de Cartum, é uma violação das leis”, reportou a SUNA, citando um comité de coordenação de segurança provincial.

“O caos e os abusos serão resolvidos”, acrescentou.

Os manifestantes exigiram que os militares não desempenhassem nenhum papel no governo durante a transição para eleições livres.

Quarenta e oito pessoas foram mortas em repressões contra os protestos desde o golpe, disse o Comitê Central de médicos sudaneses.

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