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Membros de uma brigada de desminagem da Presidência angolana denunciam falta de pagamento de salários


Presidente de Angola, João Lourenço

A situação, que também tem denúncias de discriminação e maus-tratos, arrasta-se há seis anos

Vários efectivos da Brigada de Desminagem da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola estão descontentes com a forma como são tratados e com a falta de pagamento de salários, na sua totalidade há seis anos.

Eles denunciam também a existência de vários nomes “fantasmas” nas folhas de salários e com direito a regalias.

João Teles, um dos efectivos da Brigada de Desminagem da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola, que aceitou falar, diz-se descontente com a forma como são tratados os soldados do grupo.

“Andamos descontentes com a forma como somos tratados, desde o local de acomodação aos nossos salários”, denuncia Teles, acrescentando que os salários não são pagos na totalidade, existem vários funcionários “fantasmas” nas folhas de salários, como “filhos, sobrinhos, mulheres dos chefes que nunca se apresentam para trabalhar”.

“Há seis anos que recebemos apenas 30 por cento do salário, nunca nos pagaram qualquer subsidio e os nossos nomes foram chumbados quando nos inscrevemos para as casas no Zango 5 porque, segundo eles, já tínhamos recebido casas, casas que nunca vimos”, desabafa Teles.

Outro trabalhador que prefere o anonimato acrescentou que "estamos a ser tratados como animais, ficamos en casernas sem o mínimo de condições".

Questionado por que que eles não se manifestam respondeu "por receio de sermos despedidos" e disse "não acreditar que o Presidente da República saiba o que se passa aqui".

A VOA tentou contactar o secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e de Imprensa da Presidência da República, Luís Fernando, mas sem sucesso.

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