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Sobas acusados de ordenar a destruição de casas de membros da Unita em Malanje


Conflitos começaram com remoção de simbolos do Galo Negro

Os sobas da aldeia Cahonde, comuna da Kapunda, município de Luquembo, cerca de 300 quilómetros de a sudeste província de Malanje, são acusados de serem os autores morais e materiais da destruição das residências dos militantes da Unita naquela localidade.

A denúncia é de residentes.

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“Às 18 horas, foram os sobas, o administrador (comunal) é que mandou para destruir”, denunciou Paulino Manuel, que diz ter visto “desaparecer cinco cadeiras, 180 mil kwanzas, enquanto a moto foi levada”.

Madalena Alfredo está igualmente ao relento com os seus filhos.

“Quando eles chegaram à noite encontraram apenas as crianças e começaram a tirar-lhes para fora, então, começaram a rasgar todas as cortinas, as portas e outras coisas e ninguém deu conta quem era o fulano”, disse.

As autoridades tradicionais de Kapunda mobilizaram-se para desalojar todos quantos se identificam com o partido criado por Jonas Malheiro Savimbi, disse uma das vítimas.

Sobas a remover a bandeira da Unita em Cahonde
Sobas a remover a bandeira da Unita em Cahonde

O clima de medo instalou-se na aldeia e as autoridades governamentais ainda não puderam impor a ordem e a tranquilidade públicas, referiu outra fonte na localidade.

Dois processos-crime foram abertos pelo Serviço Provincial de Investigação Criminal de Malanje.

Um dos processos é contra militantes da Unita por ofensas corporais e outro contra aldeãos que terão destruído casas de militantes do partido do galo negro.

Tudo começou com a remoção de símbolos da UNITA que depois, segundo as autoridades, teriam agredido os alegados responsáveis.

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