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Sem acordo com o Governo, professores angolanos mantêm greve

  • Coque Mukuta

Manuel Victoria Pereira reitera união dos docentes

SINPROF fala em adesão entre 60 e 90 por cento

O Ministério da Educação voltou a reunir-se com representantes do Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) mas não chegaram a acordo e os docentes continuam em greve.

O SINPROF diz que a greve tem uma adesão de 60 a 90 por cento, dependendo das províncias, mas que manterá a paralisação até o dia 5 de Maio, caso o Governo não ceder.

Entretanto, hoje, professores que aguardam a sua inclusão no quadro manifestaram-se em frente ao Ministério da Educação, em Luanda.

No terceiro dia de greve dos professores, vários docentes admitidos no concurso publico de 2014, mas que continuam fora do quadro, manifestaram-se nesta quinta-feira, 27,em frente ao Ministério da Educação, em Luanda, exigindo o devido enquadramento.

Um dos professores, que falou sobe o anonimato, afirma que apenas 490 entraram para o quadro, enquanto 3.600 encontram-se desempregados.

“Não tem nada a ver com os professores grevistas, estamos a fazer uma reivindicação por causa dos nossos nomes que não foram empregados, só empregaram 490 e nós somos 3.600 que estamos no desemprego”, denunciou a nossa fonte.

Entretanto, a greve dos professores continua e assim será até o dia 5, caso não houver acordo.

Na terça-feira, o secretário provincial do SINPROF em Luanda, Fernando Laureano, foi detido por duas horas pela política por ordem do director municipal da Educação de Cacuaco.

Numa ronda efectuada hoje por várias escolas de Luanda, a VOA constatou que muitas escolas não estão a realizar as provas, enquanto noutras os exames são controlados com ajuda de seguranças e funcionários de limpeza.

Em Viana por exemplo, o coordenador do turno da manhã da escola 5109, foi flagrado a dar aulas em 14 salas, nas quais colocava apenas, sumários e conteúdos no quadro.

Manuel Victória Pereira, vice-presidente do SINPROF, garante que mesmo com as ameaças, os professores continuam a resistir, enquanto outros trabalham forçados pelas autoridades.

Pereira diz que a adesão à greve situa-se entre 60 e 90 por cento, dependendo de cada província.

“Há províncias que as ameaças, desenformações e reacções musculadas surtem efeitos” disse.

O sindicalista afirma que ontem o Ministério da Educação voltou a reunir-se com a comissão negociadora, mas não chegaram a acordo.

A greve, para Manuel Victória Pereira, só será cancelada “quando houver um acordo”.

O Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU) convocou para amanhã, sexta-feira, 28, uma marcha em apoio à greve dos professores, na qual vai pedir um maior envolvimento da sociedade na luta dos docentes.

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