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Secretário Executivo da CASA-CE rejeita crise de liderança na Huíla

  • Teodoro Albano

Adalberto Cachiungo atribui algumas divergências a questões tribais

Adalberto Cachiungo desafia Alfredo Mendes Panzo que o acusou de má gestão a retratar-se.

O secretário executivo da CASA-CE na província angolana da Huila disse não haver qualquer crise de liderança na coligação.

Em conferência de imprensa nesta terça-feira, 31, Adalberto Cachiungo, disse que o silêncio verificado nos últimos meses, em vez de ser uma crise, deveu-se ao que chamou de interregno para virar a atenção para a fiscalização do processo eleitoral.

Cachiungo admitiu ter havido em Novembro passado no interior da coligação uma turbulência que decorreu, segundo disse, de uma indisciplina interna, provocada por questões tribais em Angola.

“Porque alguém é kimbundu outro é umbundo é factor de contradição porque é bakongo outro é umbundu são factores de contribuição. São questões inerentes à nossa sociedade e nós sendo uma parte da sociedade não estamos imunes a essas situações dos micro-nacionalismos, mas não é conflitualidade tão relevante ao ponto de se alegar a possibilidade de crise de liderança”, explicou o responsável da CASA-CE na Huila.

O líder da coligação na Huíla rejeitou também acusações de má gestão de que é apontado e aconselhou o colega de coligação, Alfredo Mendes Panzo, que recentemente confirmou à VOA o mau ambiente no interior da formação política a retratar-se.

“Na minha honra, senti-me ferido e acho que o companheiro precisa de se retratar publicamente nos órgãos em que ele fez essas afirmações ou então vamos ter de accionar mecanismos para repor a verdade porque realmente foi uma afirmação caluniosa, sendo assim ele precisa provar em que medida é que nós podíamos fazer a tal má gestão quando até a própria CASA-CE não tem dinheiro e me deve dinheiro”, desafiou.

Adalberto Cachiungo reiterou que nunca deixou de desempenhar as suas funções enquanto secretário executivo da CASA-CE e disse que as atenções da coligação estão viradas à disputa eleitoral de 2017.

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