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Rússia promete responder a sanções dos Estados Unidos e mais 16 países


Vladimir Putin prepara represália

Estados Unidos e 16 países aplicam sanções ao Moscovo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje a expulsão de 60 russos - incluindo diplomatas e outros funcionários do Governo – do país e o encerramento do consulado russo em Seattle.

Outros 14 países europeus, a Ucrânia e o Canadá também anunciaram medidas contra a Rússia.

A reacção em bloco é uma retaliação contra o envenenamento de um ex-espião russo na Inglaterra que, segundo Londres, foi realizado pelas autoridades de Moscou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, que nega o envolvimento no caso, promete responder a cada país na mesma medida em breve.

Em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, confirmou a decisão dos países europeus.

"Decidimos chamar o embaixador da UE na Rússia para consultas. Como uma resposta directa à decisão do Conselho Europeu da semana passada de responder à Rússia no âmbito de um quadro comum, 14 Estados-membros decidiram expulsar diplomatas russos. Medidas adicionais, incluindo outras expulsões no quadro comum da UE, não devem ser excluídas nos próximos dias e semanas”, sublinhou Tusk.

Além dos Estados Unidos e dos países europeus, Canadá e Ucrânia juntaram-se a esse movimento sem precedentes desde a Guerra Fria.

Fontes do Governo americano afirmam que os russos expulsos eram "espiões que trabalhavam nos Estados UNidos sob uma capa diplomática".

Também estão na lista do Governo, russos que integravam a missão do país nas Nações Unidas.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que as medidas coordenadas “demonstram claramente que nós estamos lado-a-lado no envio de um sinal mais forte para a Rússia de que ela não pode continuar a desprezar a lei internacional”.

Ameaça

Uma primeira reacção do Governo de Moscovo surgiu da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que na sua página de Facebook lançou um ataque retórico preventivo, no qual descreve os Estados ocidentais como se comportando "como súbditos leais" ansiosos para fazer o leilão de Londres.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou as decisões de um "gesto provocativo" e prometeu responder.

O porta-voz do Kremlin disse que a resposta do Ocidente foi um "erro" e que o Presidente Vladimir Putin tomará uma decisão final sobre a resposta da Rússia.

Moscovo voltou a negar estar por trás do ataque ao ex-expião duplo russo Sergei Skripal e sua filha na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, a 4 de Março.

Ambos permanecem gravemente doentes no hospital.

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