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Republicanos enfrentan resistência na aprovação da lei de saúde

  • Redacção VOA

Mitch McConnell não consegue reunir conservadores

Senadores republicanos enfrentaram nesta quarta-feira, 28, reclamações de críticos dentro do partido conservador por mudanças substanciais à lei do seguro de saúde, em vez de meros remendos.

Muitos dizem que só com uma grande proposta de lei de saúde poderão revogar importantes partes da lei Obamacare.

No que é considerado por observadores um grande retrocesso à tentativa republicana de sete anos de revogar a legislação do antigo Presidente, o democrata Barack Obama, o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnel, adiou a votação do diploma para depois do feriado de 4 de Julho, em que se celebra o Dia da Independência.

McConnel, com a sua reputação de grande estratega em risco, adiou a votação depois de concluir que não conseguiria reunir os 50 votos necessários para aprovação.

McConnel disse no Senado que “senadores terão mais oportunidades para oferecer as suas ideais, à medida que trabalhamos em direcção a um acordo”.

O líder conservador encontrou-se com diversos senadores republicanos, incluindo alguns que haviam criticado o projecto de lei.

John Cornyn, o segundo republicano no Senado, disse que a liderança do partido irá conversar com todos os senadores republicanos que expressaram preocupações ou estão indecisos sobre o projecto de lei.

Cornyn disse a repórteres que seria “óptimo” ter mudanças na legislação elaboradas até sexta-feira, para que uma nova versão possa ser analisada pelo Escritório de Orçamentos do Congresso (CBO).

O CBO previu na segunda-feira, 26, que o projecto de lei existente levaria cerca de 22 milhões de pessoas a perderem os seus seguros de saúde durante uma década, enquanto cortaria o défice federal em 321 bilhões de dólares durante esse período.

A perspectiva de que tantas pessoas percam seguros é desagradável para os republicanos moderados.

Com os democratas unidos contra o projecto e os republicanos a controlar o Senado por uma estreita margem de 52 a 48, McConnel pode perder somente dois senadores republicanos para assegurar a aprovação, com o vice-presidente, Mike Pence, a dar um voto de desempate.

Pelo menos nove senadores republicanos expressaram a sua oposição ao projecto de lei na sua forma actual.

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