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Relatores das Nações Unidas pedem investigação à morte de Marielle Franco


Menino segura um cartaz junto à fotografia da vereadora

Especialistas pedem que autoridades protejam os defensores dos direitos humanos

Relatores dos direitos humanos das Nações Unidas classificaram nesta segunda-feira, 26, de "muito alarmante" o assassinato da vereadora Marielle Franco no último dia 14 no Rio de Janeiro e disseram dizem que a sua morte teve o objectivo "de intimidar todos aqueles que lutam pelos direitos humanos" no Brasil.

"Pedimos às autoridades brasileiras que usem esse momento trágico para rever completamente as suas escolhas na promoção da segurança pública e, particularmente, para intensificar substancialmente a protecção dos defensores dos direitos humanos", escreveram os relatores num comunicado.

A nota destaca que a activista era "mulher e negra e uma preeminente defensora de direitos humanos" e que foi assassinada precisamente quando voltava de um evento intitulado "Jovens Negras Movendo as Estruturas".

O texto lembra que Marielle era membro da comissão que iria verificar a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro e que poucos dias antes de sua morte, tinha feito denúncias sobre o abuso policial em Acari.

"Franco era uma notável defensora dos direitos humanos. Ela defendia os direitos de afrodescendentes, LGBTI, mulheres e jovens que moram nas favelas mais pobres do Rio de Janeiro. Ela será lembrada como um símbolo da resistência de comunidades historicamente marginalizadas no Brasil", afirmaram.

Os relatores da ONU denunciaram as mortes de oito pessoas em confronto com a a Polícia Militar no último sábado na Rocinha.

Segundo a PM, os policiais do Batalhão de Choque faziam patrulhamento quando foram recebidos por tiros e reagiram.

Nos depoimentos, os polícias disseram que faziam o combate ao tráfico de drogas, enquanto as famílias dos mortos afirmaram que polícia invadiu um baile funk na comunidade, onde chegou e começou a disparar.

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