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Rebeldes tomam acampamento militar em Myanmar


Guerrilheiros rebeldes em Myanmar

Aumenta a tensão quando a Associação das Nações do Sudeste Asiático procura encontrar uma solução diplomática para a crise no país

Rebeldes da minoria étnica Karen da União Nacional Karen (KNU) atacaram e tomaram um posto avançado do exército de Myanmar nesta terça-feira, 27, perto da fronteira com a Tailândia, depois de um dos confrontos mais intensos desde o golpe militar de 1 de Fevereiro, de acordo com fontes locais.

O anúncio foi feito pela KNU, a força rebelde mais antiga de Mianmar, acrescentando que o acampamento do exército capturado está na margem oeste do rio Salween.

O porta-voz da junta militar, Zaw Min Tun, confirmou o ataque e disse que "medidas serão adoptadas" contra a KNU, tendo os militares iniciado uma série de ataques.

Em Março, a KNU assumiu o controlo de uma base militar e matou 10 soldados, tendo, na altura, o exército respondido com ataques aéreos pela primeira vez em 20 anos na região.

Cerca de 24 mil civis abandonaram as suas casas na região.

O aumento da tensão entre os militares e três grupos rebeldes, que assinaram um cessar-fogo em 2015 mas que decidiram regressar às armas depois do golpe militar de 1 de Fevereiro, acontece quando a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) procura encontrar uma solução diplomática para a crise em Myanmar.

Os líderes da Asean dizem ter chegado a um consenso com a Junta Militar para acabar com a violência e estabilizar o país, mas os militares disseram que a proposta é bem vista, mas será aplicada apenas depois deles garantiram a segurança do país.

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