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Rafael Savimbi diz dispensar ‘’muleta’’ do pai para chegar à liderança da UNITA

  • João Marcos

Rafael Savimbi

Filho do fundador do partido valoriza vontade dos militantes

Em fase de balanços após o anúncio da saída de Isaías Samakuva da liderança da UNITA, o secretário-geral adjunto aventa a hipótese de uma candidatura à presidência, mas avisa que não avançaria nunca a reboque do seu pai, Jonas Savimbi, líder fundador.

Rafael Massanga Savimbi, tido como um dos ‘’presidenciáveis’’ da nova geração, tal como Adalberto da Costa Júnior e Pedro Cachiungo, coloca o seu futuro nas mãos dos militantes, lembrando que o seu percurso deve falar mais alto, e afasta rumores de crise de liderança.

Quarto homem na estrutura directiva da UNITA, Rafael Savimbi puxa para o debate a sua ascensão desde 2006, altura do regresso a Angola, e diz acreditar no seu potencial para outros voos.

Por ora, prefere esperar pela reunião da Comissão Política, aprazada para Dezembro, da qual poderá sair a data para o próximo congresso extraordinário.

“Engajei-me, como qualquer militante de base, e hoje estou aqui, acredito que pelo reconhecimento da minha capacidade. Não desci de ‘pára-quedas’ e, portanto, não fico bem a andar na muleta do pai. Se um dia, mas sem pressa, se os militantes me quiserem ver noutra posição, não haverá problema. Mas pelo percurso, não pelo nome do pai, porque se assim fosse já estaria em outras posições’’, realça Savimbi.

Confrontado com a existência de uma corrente a tentar amarrar Samakuva na presidência, o secretário-geral adjunto afirma que as suas responsabilidades políticas não permitem entrar em especulações.

"Falo de assuntos factuais, com pernas para andar. Estamos a pedir a todos, militantes, simpatizantes e à sociedade, que haja calma, porque não há crise de liderança como tal. A reunião tem a especificidade de ser realizada em ano eleitoral e depois do anúncio do presidente Samakuva. Congresso ou não tudo vai depender do balanço e do debate interno’", conclui o filho de Jonas Savimbi.

Rafael Massanga Savimbi esteve em Benguela para contactos com militantes da JURA, o braço juvenil do ‘‘galo negro’’, e uma visita às vítimas da intolerância política no município do Bocoio.

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