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Putin e Biden discutirão a crescente crise na Ucrânia


Arquivo: Presidente Putin (esq) com Presidente Biden (dir) em Genebra em 2021

O Presidente americano Joe Biden e o Presidente russo Vladimir Putin devem ter uma conversa por telefone neste sábado, 12 de Fevereiro, enquanto as tensões continuam a crescer em meio a preocupações de que a Rússia esteja pronta para invadir a Ucrânia.

Washington recebeu relatórios de inteligência de que a invasão poderia acontecer já na quarta-feira.

A Embaixada dos EUA em Kiev começou a evacuar os seus funcionários. Além disso, o Departamento de Estado emitiu um aviso de viagem alertando as pessoas a não viajarem para a Ucrânia "devido ao aumento das ameaças de acção militar russa" e aconselhou que "aqueles na Ucrânia devem partir imediatamente".

Espera-se que alguns diplomatas dos EUA sejam realocados para o extremo oeste da Ucrânia, perto da Polónia, um aliado da NATO, uma medida que permitiria aos EUA manter uma "presença diplomática" na Ucrânia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse no sábado que Moscovo decidiu "optimizar" o número de funcionários diplomáticos na Ucrânia, citando temores de "possíveis provocações do regime de Kiev".


Zakharova não descreveu a medida em detalhes, mas disse que a embaixada e os consulados na Ucrânia continuam a desempenhar funções importantes.

Também no sábado, a Grã-Bretanha disse aos seus cidadãos que deixassem a Ucrânia, e a Alemanha e a Holanda disseram aos seus cidadãos que saíssem o mais rápido possível.

Antes de os dois líderes conversarem no sábado, Putin conversará com o Presidente francês Emmanuel Macron, com quem Putin se encontrou no início da semana.

Pequenos passos da diplomacia: Macron e Putin encontraram-se
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No sábado, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que também falaria com seu homólogo russo, Sergey Lavrov, no sábado sobre o que parece ser a invasão iminente da Rússia na Ucrânia.

Blinken, falando numa conferência de imprensa em Fiji, disse que se Putin "decidir tomar uma acção militar [contra a Ucrânia], vamos impor rapidamente sanções económicas severas em coordenação com aliados e parceiros em todo o mundo, para reforçar a capacidade da Ucrânia de se
defender, reforçaremos os nossos aliados no flanco leste. Vou enfatizar essa unidade e resultado quando falar com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, ainda esta noite."

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse na sexta-feira que uma invasão russa da Ucrânia pode começar "durante as Olimpíadas" ou quando Putin decidir ordená-la.

Muitos analistas disseram que é improvável que a Rússia realize qualquer invasão antes dosJogos Olímpicos de Inverno na China terminarem em 20 de Fevereiro.

A Rússia agora tem forças suficientes na fronteira com a Ucrânia para realizar uma grande operação militar, disse Sullivan, e a Rússia pode tomar um "território significativo" na Ucrânia, incluindo a capital, Kiev, num ataque.

Na sexta-feira, Biden participou de uma videochamada com líderes mundiais para discutir a Ucrânia.

"Os líderes concordaram com a importância de esforços coordenados para impedir novas agressões russas contra a Ucrânia, incluindo a sua disposição de impor consequências massivas e custos económicos severos à Rússia caso ela opte por uma escalada militar", segundo um comunicado da Casa Branca. Além de Biden, a chamada incluiu os líderes do Canadá, França, Alemanha, Itália, Polónia, Roménia, Grã-Bretanha, NATO, União Europeia e Conselho Europeu.

Um alto funcionário da defesa dos EUA disse a repórteres que Biden ordenou que mais 3.000 soldados fossem para a Polónia, além dos 1.700 que já estavam a caminho. O Pentágono disse que as tropas estão a ser mobilizadas para tranquilizar os aliados da NATO e impedir qualquer agressão potencial contra o flanco leste da NATO.

O Pentágono anunciou na semana passada o envio de 1.700 soldados anteriores para a Polónia, juntamente com 300 soldados que deveriam ser transferidos dos Estados Unidos para a Alemanha. Também anunciou na altura que 1.000 soldados já baseados na Alemanha seriam redistribuídos para a Roménia.

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