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Putin apresenta míssil balístico de "alcance ilimitado"


Vladimir Putin no estado da nação

Presidente russo diz que Sarmat torna "inútil o escudo antimíssil dos Estados Unidos"

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou nesta quinta-feira, 1, o míssil balístico Sarmat, que, segundo ele, tem um "alcance praticamente ilimitado" e torna "inútil o escudo antimíssil dos Estados Unidos", nas suas palavras.

"Ninguém no mundo tem algo igual, por agora. É algo fantástico!", afirmou Putin durante o discurso sobre o estado da nação em Moscovo.

O Presidente russo assegurou ainda que se no futuro algum país conseguir desenvolver um armamento como o existente na Rússia, "então, os nossos homens já terão inventado algo mais".

O Sarmat é um míssil intercontinental pesado capaz de transportar entre 10 e 15 ogivas nucleares.

Ele também advertiu que qualquer ataque nuclear, de qualquer tamanho, contra ele ou seus aliados, é um ataque à Rússia que levaria a uma resposta imediata.

Economia e combate à pobreza

O chefe do Kremlin dedicou quase 30 minutos do seu discurso de duas horas para falar as novas capacidades de mísseis nucleares da Rússia.

Entretanto, ao discursar no salão de exposições de Manege, em Moscovo, el apresentou os objectivos da Rússia para os próximos seis anos, em particular o desenvolvimento da economia, infra-estrutura, saúde e educação.

A menos de três semanas da eleição presidencial, em que deve garantir novo mandato, a expectativa era de que o discurso seguisse uma linha de campanha, em vez de fazer o tradicional panorama governamental que acontece todos os anos.

Putin prometeu no entanto melhorar o nível de vida dos russos e reduzir à metade o nível de pobreza "inadmissível" durante o mandato de seis anos que provavelmente receberá nas eleições de 18 de Março.

O Presidente destacou a importância no investimento em infraestruturas e saúde para evitar que o país fique atrasado, o que no seu entender seria o "principal inimigo".

"Os próximos anos serão decisivos para a vida do país", afirmou o presidente, que considera "essencial o desenvolvimento do bem-estar".

Vladimir Putin revelou que o número de pobres no país caiu de 42 milhões no ano 2000 a quase 20 milhões na actualidade..

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