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Mega-projecto turístico de 2, 6 mil milhões de dólares apresentado em Benguela

  • João Marcos

Iniciativa de um grupo privado angolano equivale a dois por cento do PIB de Angola

Uma vila turística com duas mil habitações está a ser construída numa das baías da província angolana de Benguela, com o investidor, uma empresa privada angolana, a desembolsar dois biliões e 680 milhões de dólares norte-americanos.

Unidades hoteleiras, uma marina para 400 barcos de recreação e um centro público complementam o projecto da empresa Lucitur, que pondera recorrer à banca para conseguir parte do financiamento.

O investimento representa pouco mais de dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola.

A futura vila ‘’Elefantes Bay’’ foi delineada para 30 anos, mas a primeira fase deverá estar pronta já em 2020, esperando-se que até lá as primeiras casas, algumas com cinco quartos, estejam à vista.

São três as unidades hoteleiras, sendo dois hotéis e um resort, com capacidade para mais de 600 pessoas.

O arquitecto Saldanha de Magalhães, que funciona como urbanista, fala das outras valências de uma obra que deverá atrair investidores para Benguela.

“No centro público, teremos parques, shopings, cinemas e casino, para além das áreas administrativas, com a polícia, bombeiro, hospital e escolas’’, refere o arquitecto, que destaca, na vertente lazer, um campo de golfo com 18 buracos “à dimensão do que se faz a nível internacional”.

Em tempo de dificuldades financeiras, um investimento desta dimensão deve ser apoiado pelo Governo da província.

Os recados são recados do presidente do Conselho de Administração da Licitur, Manuel João, feitos na presença do governador Isaac dos Anjos

“O Governo tem de olhar para a água, luz e reparação de estradas. Deve, na verdade, olhar para este projecto como uma iniciativa estruturante, que proporcionará emprego e dinâmica’’, refere.

Por seu turno, o governador de Benguela aproveitou a ocasião para mostrar que a costa da província é mais do que a Baía dos Elefantes, descoberta no século XIX pelo botânico austríaco Friedrich Welwitsch.

“Que venham mais investidores para outras baías, sendo a da praia da Lua, da Equimina e a baía mais a Sul, da da Binga. Assim ficamos com a Costa de Benguela à espera de investimentos futuros’’, apela Anjos.

Os trabalhos preliminares, tais como arruamentos e abertura de vias, incluindo a elaboração do projecto, terão absolvido já 25 milhões de dólares.

As casas mais baratas custarão 160 mil dólares.

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