Links de Acesso

Profissionais de Saúde denunciam sobrecarga horária em Luanda

Hospital Maria Pia / Josina Machel, Luanda
Hospital Maria Pia / Josina Machel, Luanda

Sindicato de Enfermeiros diz que há profissionais que trabalham até 30 horas seguidas.

Condições de trabalho para os profissionais de saúde estão a degradar-se em função do aumento de doentes nos hospitais de Luanda.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Luanda disse que desde que eclodiu a epidemia da febre amarela os profissionais de saúde estão forçados a trabalhar mais tempo do que a lei determina e que a carga de cinco enfermeiros está a ser realizada por apenas um.

Afonso Kileba revelou que se a situação está a provocar o desgaste físico e mental dos profissionais e apelou ao Ministério da Saúde para a contratação de mais profissionais.

“Os profissionais estão a ser submetidos a uma carga horária de 30 horas por semana”, denunciou.

Enquanto isso as mortes por febre amarela subiram para 230 entre 1.645 casos suspeitos, até a última terça-feira, de acordo com o mais recente boletim do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A capital angolana tinha notificado 10 casos e dois óbitos.

No final da sua recente visita a Luanda, a directora-geral da OMS, Margareth Chan garantiu que quatro produtores de vacinas contactados pela organização estavam disponíveis para acelerar o processo de fabricação das vacinas contra a febre amarela para Angola.

Margareth Chan acrescentou que a OMS e a Organização dos Médicos Sem Fronteiras tinham um stock global de seis milhões de doses de vacinas que foram enviadas todas para Angola.

This item is part of
XS
SM
MD
LG