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Professores do Ensino Superior ameaçam entrar em greve em Angola


Universidade Agostinho Neto , em Luanda

Sindicato acusa Ministério do Ensino Superior de falta de diálogo

À semelhança do que acontece com o Ensino Geral hoje, os professores do ensino superior em Angola podem paralisar as suas actividades a partir de Maio anunciou o Sindicato dos Professores do Ensino Superior (Sinpes), que acusa a entidade patronal de ignorar todos os seus apelos para retomar as negociações do caderno reivindicativo apresentado há seis anos.

O porta-voz do Sinpes, Manuel Domingos, diz que em função do silêncio do Ministério do Ensino Superior em relação à retomada das negociações os professores consideram declarar dentro de 20 dias uma greve no ensino superior em Angola.

"Infelizmente o Ministério de tutela não reagiu, o que quer dizer que amanhã já não teremos o encontro negocial pretendido e vamos convocar uma assembleia nacional para decidir sobre uma greve nos próximos momentos”, afirma Domingos, que aponta uma paralisação para entre os meses de Maio e Junho caso as negociações não tomem lugar".

O também professor da Universidade Agostinho Netoacrescenta que desde Janeiro o sindicato tenta uma aproximação aos novos titulares da pasta, mas sem sucesso.

“Nós temos uma dívida pública que se refere aos subsídios cortados desde 2012, há salários não pagos e promoções congeladas, falta de concursos públicos para admissão de docentes e mesmo para acesso de docentes as categorias seguintes, falta de agilidade nos processos eleitorais, entre outros problemas”, lamenta o porta-voz do Sinpes.

Recorde-se que começou hoje uma greve dos professores do Ensino Geral que vai até o dia 27 de Abril.

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