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Professores em cargos de chefia na Huíla descontentes com exclusão do sistema das Finanças


Governo reconhece problema mas não tem solução por agora

Centenas de professores que exercem cargos de direcção e chefia nas escolas públicas da província angolana da Huíla estão descontentes por até ao momento não constarem do sistema financeiro do Ministério das Finanças.

Professores na Huíla ainda fora do sistema das finanças - 1:53
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Esta situação preocupa os titulares de cargos de direcção e chefia entre coordenadores de disciplina, de curso e de turno na sua maioria com mais de cinco anos de nomeação.

Os argumentos até aqui evocados pelo Governo local para o não pagamento dos subsídios, segundo o porta-voz dos afectados, Daniel João, não convencem e por isso mostram-se prontos a ir até as últimas consequências em defesa dos seus direitos.

“Mesmo com a ministra (da Educação) nós estamos dispostos para a audiência para ela nos explicar o por quê de alguns auferirem e outros não. A que se deve isso qual é o lapso que existe. Também há uma mentira dos nossos dirigentes de que não há vaga no sistema, isso não convence mais! Desde Outubro de 2018 a dizerem que não há vaga no sistema”, denunciou João.

O Governo local diz estar ao corrente da situação, mas revela que a prioridade de momento está voltada para o processo de transição de categorias e que abrange presentemente mais de 19 mil professores.

A directora do Gabinete Provincial da Educação, Paula Joaquim, acredita que o assunto deve merecer a atenção do Governo a partir de Março e apela à compreensão e a calma dos descontentes.

“Nós vamos resolver ou vamos tentar resolver essa situação, mas é preciso ter um pouquinho de paciência porque não se resolve um problema de 10 anos num dia, mas o Gabinete Provincial da Educação está preocupado com isto e vamos resolver todas as coisas que estão mal”, garantiu Paula Joaquim.

Entre os males a corrigir, de acordo com a responsável, estão situações de professores sem despacho de nomeação de cargo de direcção e chefia e que auferem como tal “o que é mais grave”.

O assunto também preocupa o Sinprof na região que tem seguido a situação.

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