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Presidente guineense refuta acusações de ter ordenado rapto e espancamento de jornalista


Úmaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau, 30 Dezembro 2020

Úmaro Sissoco Embaló diz lamentar mas que António Aly Silva vá procurar quem o atacou

O Presidente da Guiné-Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, refutou a acusação de envolvimento no rapto e espancamento do jornalista free lancer e bloguista António Aly Silva e disse ter instruído os órgãos competentes a levaram os seus autores à justiça.

Em declarações a jornalistas nesta quinta-feira, 11, um dia depois de ter sido acusado por Silva, o Presidente afirmou que "nenhum cidadão vai ser espancado daqui para a frente”.

“As pessoas que o fizeram têm que ser apresentadas à justiça", acrescentou Embaló, que revelou ter dado instruções ao ministro do Interior, à Polícia Judiciária e ao Procurador-Geral da República para accionarem mecanismos para apurar quem são as pessoas que andam a espancar os cidadãos.

"Lamento o que aconteceu com o Aly, mas ele que vá ver quem o espancou", afirmou o Presidente da República, instando a “quem for insultado pelo Aly que o leve à polícia, ao Ministério Público, agora ninguém tem o direito de o espancar da forma como foi espancado".

No entanto, ele acrescentou ser “verdade que sabemos que ele recebe dinheiro para insultar as pessoas”.

Para ele, "só na Guiné-Bissau é que um cidadão é espancado, ou termina o seu casamento e a culpa é endossada ao Presidente da República”.

Acusação

Em entrevista à VOA na quarta-feira, 11, António Aly Silva apontou o dedo ao Presidente.

“O Presidente da Republica autoproclamado porque a única pessoa a ameaçar-me é ele, e quando acontece uma coisa temos de virar para o foco da ameaça”, afirmou o jornalista que considerou viver num país de terror.

No último ano, vários jornalistas e activistas foram atacados por desconhecidos que, até agora, nunca foram levados à justiça.

O ataque a Silva foi condenado por todos os espectros políticos e sociais do país.

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