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Presidente guineense recusa "tutela internacional" na posse de novo Governo


José Mario Vaz pede eleições e combate ao tráfico de drogas

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse que o país vive um dos momentos mais decisivos da sua história recente, quando alguns actores internos e externos pretendem impor uma espécie de “tutela internacional”, hipotecando a soberania do país.

"Esta incidência visa salvar a Guiné-Bissau das garras de interesses obscuros que querem aprisionar e sem benefícios para o nosso povo e transformar o nosso país num paraíso para o tráfico de droga e outras práticas ilegais", afirmou Vaz, nesta quinta-feira, 31, no discurso de posse do novo Governo liderado por Faustino Imbali.

Ela apelou a um Governo de cariz “patriótico” com a tarefa imediata e fundamental de garantir inadiavelmente a realização das eleições presidenciais no dia 24 de Novembro “com absoluta garantia de isenção, transparência, integridade, não ingerência nos assuntos e competências da Comissão Nacional de Eleições”

José Mário Vaz, assegurou ainda que o Executivo tem como objectivo fundamental combater sem tréguas o tráfico internacional de droga.

O Presidente reiterou ser "imperioso que o novo Governo mostre ao mundo que nós guineenses não somos uma sociedade pária".

Ausências na cerimónia

O Governo liderado por Faustino Imbali, dirigente do PRS, é integrado por 17 ministos e 14 secretarias, e tem 24 homens e sete mulheres.

Quanto aos partidos polítcos que integram o novo Executivo, o MADEM-G15 possui sete ministérios e 5 descretarias, PRS tem cinco ministeriais e seis secretarias, o APU-PDGB assume três pastas ministeriais e duas secretarias.

A cerimónia não teve como acontece tradicionalmente a presença dos titulares do poder judicial, corpo diplomático e representante das organizações internacionais.

O Presidente da República demitiu na segunda-feira, 28, o Governo do PAICG, liderado por Aristides Gomes, que, no entanto, recusa abandonar o cargo por considerar que José Mário Vaz não tem poderes para o demitir em virtude de o seu mandato ter expirado.

A CEDEAO, a CPLP e a União Africana criticaram a decisão de Vaz e reiteraram o seu apoio ao Governo de Aristides Gomes.

Nos últimos dois dias, a força da CEDEAO estacionada em Bissau, Ecomib, recebeu mais homens e reforçou a protecção da Chefia do Governo e do Ministério do Interior.

Em Bissau, fontes da VOA dizem haver muita tensão nas ruas nesta quinta-feira.

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