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Presidente guineense critica decisão do Governo sobre preço do caju

  • Lassana Casamá

Castanha do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau

José Mário Vaz diz aos produtores para suspenderem a venda do produto até novas medidas

O Presidente da Guiné-Bissau insurgiu-se contra o preço da castanha de caju que está a ser praticado pelos operadores económicos.

A posição de José Mário Vaz contrasta com a do Governo de Umaro Sissoco Embaló, que propôs uma lei que proíbe estrangeiros de comprarem a castanha directamente do produtor.

O Chefe de Estado apelou aos camponeses a cessarem a venda da castanha de caju até que medidas correctivas sejam impostas.

Na opinião do Chefe de Estado, não é possível que o quilo da castanha de caju esteja a ser comprada por dois dólares ou mais nos países vizinhos, enquanto na Guiné-Bissau o preço não ultrapassa os 500 francos Cfa, ou seja um dólar.

“Eu não posso aceitar isso, não posso admitir isso. Para dizer aos nossos produtores, aos guineenses, para não venderam a castanha neste momento. Temos que entrar em negociações para saber o que está a passar”, disse Vaz aos produtores no momento em que o Governo enfrenta momentos difíceis.

José Mário Vaz põe, assim, em causa, a medida do Executivo, ainda que não promulgada, segundo a qual os estrageiros não podem comprar a castanha directamente junto ao produtor:

“Eu, Presidente da Republica, não promulguei nenhuma lei que põe em causa a intervenção dos mauritanianos, dos chineses e dos indianos no mercado. Se não há lei a proibir estas individualidades de intervirem no mercado, significa que ninguém tem o poder de impedi-las de participarem no mercado”, defende Vaz.

Vários operadores económicos também criticaram a medida do Governo.

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