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Presidente da Comissão da UA africana critica decisão de Donald Trump

  • Redacção VOA

Dlamini-Zuma pede resposta de África

Nkosazana Dlamini-Zuma lamenta que país que recebeu como escravos muita da nossa gente decidiu agora proibir a entrada de refugiados

A presidente da Comissão da União Africana (UA), Nkosazana Dlamini-Zuma, criticou nesta segunda-feira (30) a decisão do Presidente americano de suspender a entrada de cidadãos de sete países, sendo eles três africanos.

"O mesmo país que recebeu como escravos muita da nossa gente durante o comércio transatlântico de escravos decidiu agora proibir a entrada de refugiados de alguns dos nossos países. O que é que vamos fazer em relação a isto?", perguntou a presidente da Comissão da UA aos chefes de Estado presentes na cimeira da União Africana, que começou hoje, em Addis Abeba, na Etiópia.

Dlamini-Zuma considerou a decisão de Trump como "um dos maiores desafios à união e solidariedade" de África.

António Guterres e refugiados em Africa

O secretário-geral das Nações Unidas também lamentou a decisão do Presidente americano, lembrando que a África é o continente que recebe o maior número de refugiados.

"As fronteiras africanas continuam abertas para todos os refugiados que necessitam de proteção, enquanto as fronteiras em muitos outros países, incluindo nas zonas mais desenvolvidas do mundo, estão a ser fechadas", afirmou Guterres.

A cimeira elege hoje o presidente e vice-presidente da Comissão Africana.

Para o lugar até agora ocupado por Dlamini-Zuma, concorrem os ministros dos Negócios Estrangeiros do Botsuana, Pelonomi Venson-Moitoi, da Guiné-Equatorial, Agapito Mba Mokuy, do Chade, Moussa Faki e do Quénia, Amina Mohamed, bem como o representante especial das Nações Unidas, o senegalês Abdoulaye Bathily.

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