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Presidente da CNE de Angola reconduzido, mas processo eleitoral é criticado

  • Coque Mukuta

Um homem vota nas eleições gerais em Luanda. 31 de Agosto 2012

Nélson Bonavena e Rafael Marques dizem que processo está viciado.

O juiz André da Silva Neto, actual presidente da Comissão Nacional Eleitoral, foi reconduzido para um novo mandato de cinco anos à frente daquele órgão, a cerca de oito meses das eleições gerais.

Observadores estão cépticos quanto ao processo que alguns consideram estar viciado, enquanto outros defendem uma maioria fiscalização da sociedade.

Nelson Pestana Bonavena defende fiscalização
Nelson Pestana Bonavena defende fiscalização

O professor universitário Nélson Pestana Bonavena considera ainda as organizações da sociedade podem ser incluídas na fiscalização do pleito eleitoral.

“O processo já está viciado e vai continuar viciado, mas pelo menos era necessário que houvesse uma fiscalização para que não haja reclamação”, considerou aquele analista, que defende a dispensa de observadores internacionais“desde que todas as organizações nacionais fossem credenciadas para exercer essa fiscalização”.

Mais crítico, Rafael Marques, jornalista e activista cívico entende também que “o processo está viciado”, mas alerta para os factos de os partidos da oposição terem seus problemas internos, enquanto asociedade civil encontra-se desarticulada.

Rafael Marques: "Esquema está montado"
Rafael Marques: "Esquema está montado"

“Os partidos da oposição não tem força para exigirem lisura e estão com os seus próprios problemas internos, por exemplo a CASA-CE foi rejeitado o pedido para se transformar em partido político e está mais preocupada com a sua situação interna do que comdo país”, explica marques que lembra também que “sempre que a UNITA tem uma atitude vigorosa é considerada inimiga da paz e fazem resurgir todos os fantasmas da guerra”

Para aquele activista, “todo o esquema já está montado para que o pleito seja do interesse do presidente e do MPLA.

O papel da CNE tem sido, contudo, criticado nos últimos meses pelos partidos da oposição durante o actual processo de registo eleitoral, que está a ser conduzido pelo Ministério da Administração do Território.

A oposição chegou a recorrer ao Tribunal Constitucional por considerar que o registo eleitoral é uma responsabilidade da CNE, pretensão que foi indeferida, com aquele órgão a atribuir a responsabilidade do processo ao Governo.

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