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Políticos angolanos devem abster-se de discursos eivados de recalcamentos do passado

  • Redacção VOA

Eleições são a 23 de Agosto

A leitura é de analistas ouvidos pela VOA

As eleições gerais de 23 de Agosto em Angola devem decorrer num ambiente de paz e tranquilidade.

A leitura é de analistas abordados pela VOA que pedem aos políticos que se abstenham de discursos eivados de recalcamentos do passado ou que possam promover o medo e a vingança.

O padre Belmiro Chissengueti, membro da Comissão de Justiça, Paz e Migrações da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), considera que “as eleições devem constituir-se numa festa para todos”.

O sacerdote católico diz que os candidatos dos diferentes partidos políticos devem ser, em primeiro lugar, os promotores da paz e da democracia “dando ao povo o poder de escolher os seus representantes nas instituições do Estado”.

“Apelo aos saudosistas da guerra que não utilizem uma linguagem que nos possa retornar a este mal”, pediu Chissengueti.

O sociólogo e docente universitário João Lukombo Nzatuzola também defende que nos seus discursos os políticos devam evitar “a violência verbal assente na lógica de que a guerra foi alimentada apenas por um dos contendores”

O académico angolano entende que os políticos não devem “auto atribuir-se os louros da situação vendo nos outros como os únicos culpados de uma página da história do país que os angolanos queremesquecer”.

Por altura da reunião do Conselho da República, que acordou marcar as eleições para o dia 23 de Agosto, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, apelou a todos, em particular aos partidos políticos e aos organismos da sociedade civil organizada, a respeitaram a “tolerância, respeito mútuo e civismo, a fim de que as eleições decorram de forma tranquila”.

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