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Polémica dos manuais: Primeiro-ministro cabo-verdiano anuncia impressão de novos livros

  • Eugénio Teixeira

Ulisses Correia e Silva

Directora Nacional da Educação demite-se

A Directora Nacional da Educação de Cabo Verde não resistiu à polémica dos manuais de matemática do primeiro e do segundo anos do ensino básico com inúmeros erros e pediu a demissão, que foi prontamente aceite pela ministra Maritza Rotzabal.

A demissão de Adriana Mendonça, que assina a coordenação dos manuais e defendeu a sua manutenção, acontece momentos antes de o primeiro-ministro anunciar a impressão de novos livros, e no país, para não perturbar o normal funcionamento do sistema educativo.

"O Governo tomou a iniciativa de fazer a reimpressão tendo em conta que os erros estão corrigidos. Novos manuais vão ser disponibilizados para substituir os que estão em curso sem encargos para aqueles que já os adquiriram, e isso vai ser feito, penso, nos próximos meses", revelou Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo reiterou que impressão será feita no país porque o mais importante neste momento é garantir a continuidade do processo educativo sem sobressaltos.

Correia e Silva lamentou que tenha havido aproveitamento político sobre a matéria em questão, bem como a forma como a Directora Nacional da Educação foi tratada enquanto pessoa e profissional.

Perante tudo o que aconteceu, Adriana Mendonça não resistiu e acabou por pedir demissão, confirmada hoje pelo Governo.

Protestos

Antes do anúncio do primeiro-ministro, estava prevista uma manifestação na capital organizada pela sociedade civil para pedir a retirada dos manuais, enquanto uma petição pública no mesmo sentido já recebeu mais de duas mil assinaturas em três e segue agora para o Parlamento.

Desconhece-se se a manifestação se mantém.

A ministra da Educação, Maritza Rozabal, reconheceu os erros mas disse que os manuais anteriores tinham erros e que os actuais estão a ser corrigidos por errata.

Ontem, o Presidente da República Jorge Carlos Fonseca advertiu que erros nos manuais escolares antigos não justificam os detectados nos livros experimentais introduzidos este ano e apelou para um "discurso de rigor e responsabilização".

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