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Polícia angolana não responde a acusação da Amnistia Internacional


Brigada canina da polícia de Luanda, Angola, bloqueia manifestação na capital. 27 de Maio
Brigada canina da polícia de Luanda, Angola, bloqueia manifestação na capital. 27 de Maio

Em causa ataque a manifestantes no Sábado

A polícia angolana ainda não reagiu a uma declaração da Amnistia Internacional para a África Austral condenado o uso da força contra uma manifestação no passado Sábado em Luanda

A organização disse que essa acção policial faz parte da “repressão à liberdade de associação, reunião e expressão que sufoca opiniões divergentes”.

Os manifestantes que exigiam justiça para as vítimas submetidas a tortura e execuções extrajudiciais em Angola em 1977, foram reprimidos com cães e porretes, relatam os manifestantes.

O general Silva Mateus um dos organizadores da manifestação reprimida este domingo, conta como a polícia de Luanda reagiu a manifestação que era realizada de forma pacífica.

“Nós perguntamos porque é que estavam a impedir a nossa marcha e eles disseram que eram ordens superiores e nós dissemos se é ordem superior todos nós somos superiores”, disse.

Quando os manifestantes chegaram próximo da sede do MPLA depararam com vários polícias e “homens com cães e porretes que nos atacaram”, disse.

A VOA tentou obter uma reacção do comandante Geral da Polícia Nacional, Comissario Chefe Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, mas não obteve qualquer resposta

O MPLA, partido no poder, na voz do seu porta-voz Norberto Garcia, disse à VOA, que o Estado como “pessoa de bem age sempre no estreito cumprimento da lei”, defendendo a proibição do protesto.

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