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Pobreza e falta de fiscalização na base do tráfico humano em Angola, dizem activistas

  • Coque Mukuta

Tráfico de pessoas

Departamento de Estado americano coloca Angola no grupo de países que não cumprem os requisitos para combater o tráfico de pessoas

O Departamento de Estado americano manteve Angola pelo segundo ano consecutivo no grupo de países que não cumprem todos os requisitos para combater o tráfico de pessoas.

O "Relatório sobre o Tráfico de Pessoas 2017", destaca, no entanto, os esforços realizados para combater o fenómeno e recomenda mais e melhor investigação, legislação e assistência às vítimas.

Entretanto, organizações não governamentais em Angola sublinham a pobreza extrema como factor principal para o tráfico de Pessoas.

Rafael de Morais, da organização não governamental, SOS Habitat, diz que falta de fiscalização por parte das autoridades leva com que as leis não sejam aplicadas no país.

“O país precisa maior fiscalização, nos hospitais até as crianças são roubadas”, denunciou Morais.

Em relação a jovens que trabalham em obras chinesas, aquele activista afirma existir uma forma de nova escravatura nos estaleiros dos chineses em quase todo país porque “trabalham de domingo a domingo e não têm alimentação”.

Para José Patrocínio, coordenador da OMUNGA, sediada em Benguela, afirma que a situação de pobreza leva muitos cidadãos a procurarem o lucro fácil e que não existem punições para os prevaricadores.

“Com a crise, a situação piora ainda mais porque as autoridades, estão mais viradas para as eleições e não para a fiscalização destas questões” disse.

O Departamento de Estado recomenda ao Governo angolano que aumente as investigações a situações de tráfico laboral e sexual, inclusivamente nos casos em que existe suspeita de cumplicidade de altos dirigentes do país, mais e melhor legislação para combater a "lavagem de capitais", maior fiscalização aos locais de trabalho onde as suspeitas são maiores e melhoria na assistência médica e jurídica às vítimas.

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