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PGR de Angola abre inquérito a denúncias de transferências feitas pela anterior administração da Sonangol


Isabel dos Santos

PCA da Sonangol disse que foram feitas transferências de 36 milhões para o Dubai depois da exoneração da equipa liderada por Isabel dos Santos

A Procuradoria Geral da República de Angola (PGR) abriu um inquérito para apurar as denúncias feitas pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol de que transferências no valor superior a 36 milhões de dólares foram feitas pela administração de Isabel dos Santos para uma empresa no Dubai depois da sua exoneração.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 2, o gabinete do PGR diz que O inquérito visa "investigar os factos ocorridos, bem como o eventual enquadramento jurídico-criminal dos mesmos".

As conclusões do inquérito, de acordo com o comunicado, “serão oportunamente levadas a conhecimento público, sem prejuízo do segredo de Justiça".

A decisão da PGR ocorre dois dias depois de o PCA da Sonangol ter denunciado a saída de montantes avultados para um banco no Dubai depois da exoneração do anterior CA dirigido por Isabel dos Santos.

Saturnino revelou que após a exoneração do CA dirigido pela filha do antigo Presidente da República José Eduardo dos Santos, o responsável das Finanças da empresa efectuou uma transferência de 38 milhões de dólares para a empresa Matter Business Solutions DMCC, com sede no Dubai.

O PCA afirmou que foram feitos pagamentos de quatro facturas, facto que, para ele, não foi de boa fé.

Na quinta-feira, 1, em declarações à VOA o porta-voz da CASA-CE, Lindo Bernardo Tito, pediu a intervenção da PGR e o porta-voz da UNTA, Alcides Sakala disse que o Presidente João Lourenço devia começar a cumprir a promessa de campanha de lutar contra a corrupção.

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