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Pesquisas que ajudaram a combater a pobreza "dão" Nobel de Economia


Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremerganharam são os vencedores

O americano nascido na Índia Abhijit Banerjee, a franco-americana Esther Duflo e o americano Michael Kremerganharam o Nobel de Economia "por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global".

"As descobertas da pesquisa dos premiados melhoraram drasticamente nossa capacidade de combater a pobreza na prática", revela em comuncado a Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira, 14.

"Como resultado directo de um dos seus estudos, mais de 5 milhões de crianças indianas beneficiaram-se de programas eficazes de aulas de reforço nas escolas. Outro exemplo são os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos países", continuou a nota, acrescentando que as pesquisas "têm um grande potencial para melhorar ainda mais a vida das pessoas em pior situação do mundo".

Entre as consequências da acções daqueles pesquisadores, estão medidas já tomadas que melhoraram a saúde infantil e o desempenho escolar, como reformas educativas que adaptam o ensino às necessidades dos alunos.

A Academia retera que "os laureados mostraram como o problema da pobreza global pode ser resolvido dividindo-o em uma série de perguntas menores – mas mais precisas – nos níveis individual ou de grupo. Eles então respondem cada uma delas usando um experimento de campo especialmente projetado. Em apenas 20 anos, essa abordagem tem reformulou completamente a pesquisa no campo conhecido como economia do desenvolvimento".

Esther Duflo, natural de Paris, Franca, nasceu em 1972 e a segunda melher a ganhar um Nobel de Economia e a mais nova galardoada.

Os vencedores de 2019

O Nobel da Paz foi para Ahmed Ali, primeiro-ministro da Etiópia, por sua iniciativa decisiva para resolver o conflito de mais de 20 anos com a vizinha Eritreia.

O Nobel de Medicina foi para William Kaelin, Gregg Semenza e Sir Peter Ratcliffe pelo estudo sobre como as células detectam e se adaptam à disponibilidade de oxigênio.

Na Literatura, o austríaco Peter Handke foi o premiado de 2019, enquanto Olga Tokarczuk recebeu o prémio referente a 2018, não atribuído no ano passado devido ao escândalo sexual que abalou o Comité Nobel.

Na Física, James Peebles, Michel Mayor e Didier Queloz foram premiados por suas contribuições para a compreensão do universo e pela descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar que orbita uma estrela semelhante ao Sol.

O prémio Nobel de Química foi também para um trio constituído por John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino pelo desenvolvimento de baterias de íões de lítio.

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