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Partidos políticos guineenses pedem renúncia do Presidente da República

  • Lassana Casamá

José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira desavindos

Protestos arrancam na sexta-feira

O Presidente guineense, José Mário Vaz, enfrenta uma nova oposição.

O colectivo dos partidos democráticos foi apresentado nesta quarta-feira, 25, e integra, entre outros, o PAIGC e APU–PDGB, de Nuno Gomes Na Bian, antigo candidato nas últimas eleições presidenciais.

Em conferência de imprensa, a oposição anuncia manifestações e comícios populares já a partir desta sexta-feira.

Ao todo são 17 partidos que exigem o cumprimento do Acordo de Conacri e a renúncia do Presidente da República, José Mário Vaz.

“Começamos com a promoção de jornadas de cidades “mortas”, comícios populares nos círculos eleitores no sector autónomo de Bissau, já a partir dia 27 de Outubro, para as quais, estão convidados todos os militantes e simpatizantes de todos os partidos políticos que fazem parte do colectivo”, disse Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC.

O jurista guineense Suleimane Cassamá acredita que os partidos “têm condições e capacidade para mudar tudo em termos políticos porque, em primeiro lugar, costuma-se dizer que a união faz a força, e, em segundo lugar, estes partidos políticos entenderam por bem que, enquanto democráticos, se alguém ganhar eleições, deve governar e implementar o seu programa e os que perderam devem ficar na oposição e que as instituições da republica devem ser respeitadas e funcionais”.

Cassamá reitera que o país vive um cenário político que não é bom para o país e defende o diálogo entre “partidos e sociedade civil”.

A anunciada ofensiva da oposição politica acontece um dia depois do Presidente da República, José Mário Vaz, reunir o Governo.

Não há informações sobre eventuais medidas tomadas.

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