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Partidos políticos com leituras diferentes sobre a abstenção na Huíla

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Angola ganha na Huíla

Oposição fala em "obstrução" por parte da CNE

Mais de 260 mil eleitores não exerceram o seu direito de voto na província da Huíla, o segundo maior círculo eleitoral de Angola no passado dia 23 de Agosto, o que representa uma abstenção de quase 30 por cento.

O presidente da Comissão Provincial Eleitoral (CPE) da Huíla, Dionísio Epalanga, admitiu, na divulgação dos resultados definitivos, uma elevada taxa de abstenção, mas os partidos da oposição falam em obstrução e responsabilizam a Comissão Nacional Eleitoral

Dos 896.636 eleitores cadastrados, apenas 627.736 participaram do pleito eleitoral, números que traduzem uma taxa de abstenção de 29, 99 por cento.

“Um número até certo ponto considerado de cidadãos que não se deslocaram às cabines para exercer o seu direito de voto”, foi como Dionísio Epalanga abordou a alta abstenção na província.

Entretanto, para os partidos políticos na oposição, a abstenção observada nas eleições decorre de muitos erros cometidos pela CNE e isto deve ser denunciado.

«O processo foi viciado desde o princípio, mas agora nós temos provas que nós não podemos deixar passar mais esta coisa de deixar andar. Temos que de uma vez por todas acabar com estas coisas as desconfianças acabar com estas coisas de tendências de fraudes”, acusou o secretário executivo da CASA-CE na Huíla, Serafim Simeão..

Para a UNITA o que ocorreu na Huíla tratou-se de obstrução aos cidadãos de exercer o seu direito e a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), diz, está consciente disto.

“A CNE sabe exactamente quem não votou por essa razão estamos a chamar de obstrução, não estamos a chamar de abstenção porque estamos perante a abstenção quando o próprio indivíduo voluntariamente abdica de exercer o seu direito de voto”, apontou Alcibíades Kopumi.

O círculo eleitoral local foi conquistado pelo MPLA que elegeu os cinco deputados à Assembleia Nacional.

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