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Pagamento parcial não levanta greve no centro de hemodiálise em Benguela


Pacientes à frente do Centro de Diálise de Benguela

Assistência aos ‘’mais graves’’ começa a ser observada

O Governo das província de Benguela garante que o Ministério da Saúde procedeu já a pagamentos parciais ao Instituto Nacional do Rim, parceiro da empresa que gere os centros de hemodiálise, mas a greve dos 120 enfermeiros, em vigor desde a passada segunda-feira, 13, ainda não foi levantada.

A crise d ahemodialise em Angola - 2:16
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Após o pronunciamento das Finanças, que dizia estar à procura de uma ‘’solução imediata’’, a VOA soube de fonte oficial que foram libertados 70 milhões de kwanzas, cerca de420 mil dólares, valor que deverá suportar parte dos seis salários em atraso.

Esta fórmula, em discussão até ao momento em que expedíamos a peça, numa reunião que juntou no Lobito o Ministério da Saúde, o Instituto do Rim e a empresa portuguesa Plúribus, não agrada aos trabalhadores, que decidiram, ainda assim, estender as mãos aos doentes em estado crítico.

“A greve como tal ainda não foi levantada’’, diz o director da Saúde, António Manuel Cabinda, ontem, quando testemunhava a assistência prestada a alguns dos 220 pacientes.

Sem falar em números, o dirigente adiantou que os pagamentos são um bom presságio para as clínicas, que também lamentam a falta de medicamentos.

“Então, estamos a procurar, de forma regular, ir amortizando a dívida e evitar constrangimentos. Está confirmado que faltam três meses, mas vamos ver amanhã (hoje) se, em função dos pagamentos, quantos meses a empresa pode pagar aos funcionários’’, revelou na altura.

Ouvido pela VOA, o secretário provincial do Sindicato da Administração Pública, Serviços e Saúde, Custódio Kupessala, pede que os funcionários se associem a sindicatos, uma vez que a greve não obedeceu a imposições legais.

“’Mandámos para lá alguns colegas porque os enfermeiros devem estar filiados a sindicatos, para que cumpram com todas as obrigações legais. Estamos solidários, não é fácil ficar seis meses sem salário, é muito difícil. Mas é preciso, repito, observar o que diz a lei da greve’’, sublinha Kupessala.

O sindicalista refere-se à falta de um caderno reivindicativo e aos serviços mínimos, já observados com a assistência aos pacientes em estado crítico.

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