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Guiné Bissau: Oposição pede frente para reposição da ordem constitucional

  • Redacção VOA

José Mário Vaz em Presidência Aberta

O Espaço de Concertação Democrática, integrado por seis partidos da oposição na Guiné-Bissa, diz ter registado com bastante perplexidade o discurso proferido pelo Presidente, José Mário Vaz, no encerramento da Presidência Aberta, na quinta-feira, 18, em Bissau

O documento, assinado pelos partidos PAIGC, PCD, UM, PND, PUN, PST e MP, diz que “no referido discurso que constituiu uma clara ruptura com os compromissos assumidos, ao nível nacional e internacional, em particular com o Acordo de Conakry, o Presidente da República, para além de declarar guerra aberta aos seus adversários políticos, que apelidou de inimigos, demonstrou um claro desprezo para com a comunidade internacional, muito em particular com a CEDEAO, a União Africana e o Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

Aquele Espaço acusa Vaz de ter assumido “de forma clara a consumação efectiva de um golpe de Estado, ao subverter a ordem constitucional”.

“Perante estes factos, de per si graves e atentatórios aos valores que enformam um Estado de Direito Democrático, os Partidos que integram o Espaço de Concertação Democrática, nomeadamente, o PAIGC, o PCD, a UM, o PND, o PUN, o PST e o MP, denunciam e condenam o Presidente da República por instaurar na Guiné-Bissau um regime ditatorial e de colocar o nosso país em confronto directo com a comunidade internacional, facto que agravará sobremaneira a crise política, económica e social”, lê-se no documento.

Os partidos que integram o Espaço de Concertação Democrática apelam “a todas as forças vivas da nação no sentido de se congregarem numa Frente Republicana para a Reposição da Ordem Constitucional, por forma a contrapor os intentos ditatoriais do Presidente da República”.

Os signatários do documento conjunto dizem reafirmar o seu compromisso com a implementação no espírito e na letra do Acordo de Conakry e com a mediação da CEDEAO e do seu mediador, Alpha Condé, Presidente da República da Guiné e Presidente em Exercício da União Africana.

Eles “apelam à comunidade internacional e em particular, à CEDEAO, à União Africana, à União Europeia e às Nações Unidas, a darem mostras de firmeza no concernente ao respeito dos compromissos assumidos no âmbito do Acordo de

Conakry e reafirmados no comunicado da última sessão do Conselho de Segurança dedicado à Guiné-Bissau no prazo estipulado pela CEDEAO”.

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